UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Sobre o trauma vascular de membro superior, é correto afirmar que:
Trauma vascular de MS → Nervo mediano é o mais frequentemente associado a lesões nervosas.
No trauma vascular de membro superior, a proximidade anatômica entre a artéria braquial e o nervo mediano resulta em uma alta taxa de lesões nervosas concomitantes.
O trauma vascular de membro superior representa uma parcela significativa das urgências traumatológicas. A artéria braquial é o vaso mais comumente lesado. O diagnóstico baseia-se em sinais 'hard' (sangramento pulsátil, hematoma expansivo, ausência de pulso, palidez, parestesia) ou sinais 'soft' (história de sangramento, proximidade com trajeto vascular). A preservação da função do membro depende não apenas da revascularização bem-sucedida, mas também do manejo das lesões nervosas associadas. O nervo mediano, por sua localização central, é vulnerável. Diferente dos membros inferiores, onde a taxa de amputação por trauma vascular pode ser alta devido à síndrome compartimental e massa muscular, os membros superiores possuem melhor circulação colateral, resultando em taxas de salvamento de membro geralmente superiores a 90% em centros especializados.
No membro superior, especialmente no braço e na fossa cubital, a artéria braquial e o nervo mediano caminham em íntima proximidade dentro do feixe neurovascular. Devido a essa relação anatômica, traumas penetrantes ou contusos que atingem a artéria braquial frequentemente causam lesão concomitante do nervo mediano. O nervo mediano é estatisticamente o nervo mais envolvido em traumas vasculares desta região, e sua lesão pode resultar em déficits motores e sensitivos graves na mão, impactando significativamente o prognóstico funcional do membro.
Não. Pelo contrário, a presença de um frêmito (ou sopro à ausculta) no local do trauma é um sinal sugestivo de uma fístula arteriovenosa traumática ou de um pseudoaneurisma. Embora indique que o sistema vascular está 'pérvio' (há fluxo), essa patência é patológica e instável. Tais achados são considerados 'sinais 'soft' ou 'hard' de lesão vascular e exigem investigação imediata com Angio-TC ou exploração cirúrgica, dependendo da estabilidade do paciente.
Para o reparo da artéria braquial, quando não é possível realizar uma anastomose primária término-terminal sem tensão, o enxerto de escolha é a veia autóloga (geralmente a veia safena magna invertida). Enxertos sintéticos (como PTFE ou Dacron) são evitados em traumas de extremidades, especialmente em leitos contaminados ou em artérias de menor calibre, devido ao maior risco de infecção e menores taxas de patência a longo prazo em comparação com o enxerto venoso autólogo.
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