SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2020
Tem indicação de arteriografia no trauma de membros:
Arteriografia em trauma de membros → indicada em ferimento por arma de fogo com trajeto vascular próximo.
A arteriografia é um exame invasivo com riscos, sendo reservada para situações de alta suspeita de lesão vascular. Ferimentos por arma de fogo com trajeto próximo a vasos importantes, mesmo sem sinais "duros" de lesão, justificam a investigação para identificar lesões ocultas.
No trauma de membros, a avaliação da integridade vascular é crucial para a preservação do membro e da vida do paciente. A arteriografia, ou angiografia por tomografia computadorizada (angio-TC), é um método de imagem invasivo ou minimamente invasivo utilizado para visualizar a anatomia vascular e identificar lesões. Sua indicação deve ser criteriosa, considerando riscos e benefícios. As indicações para arteriografia no trauma de membros incluem a presença de sinais "duros" de lesão vascular (ausência de pulso, sangramento ativo, hematoma expansivo, sopro/frêmito), sinais "moles" (déficit neurológico inexplicado, hipotensão, história de sangramento importante, proximidade do ferimento com vasos maiores) e, especificamente, ferimentos penetrantes (como por arma de fogo ou arma branca) cujo trajeto sugira lesão vascular, mesmo na ausência de sinais óbvios. A decisão de realizar uma arteriografia deve ser baseada na avaliação clínica e na suspeita de lesão vascular significativa. Em muitos centros, a angio-TC tem substituído a arteriografia convencional como método de primeira linha devido à sua rapidez e menor invasividade, mas a arteriografia ainda é o padrão ouro para algumas situações e pode ser terapêutica (embolização). O objetivo é diagnosticar e tratar lesões que, se não abordadas, podem levar a isquemia, perda do membro ou outras complicações graves.
Os sinais "duros" incluem sangramento arterial ativo e pulsátil, hematoma pulsátil em expansão, ausência de pulsos distais, frêmito ou sopro sobre o vaso e isquemia distal.
A arteriografia é indicada na presença de sinais "duros" de lesão vascular, sinais "moles" (como hematoma não pulsátil, déficit neurológico inexplicado, proximidade do ferimento com vaso) ou ferimentos penetrantes com trajeto vascular suspeito, como por arma de fogo.
Lesões vasculares ocultas podem levar a complicações graves como trombose, isquemia, pseudoaneurisma ou fístula arteriovenosa, que podem comprometer a viabilidade do membro ou a vida do paciente se não forem diagnosticadas e tratadas precocemente.
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