UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Mulher, 44 anos, é admitida no Setor de Emergência após lesão em região axilar esquerda por arma branca, com isquemia de membro superior esquerdo que se seguiu a um sangramento local intenso. Iniciou-se controle hemodinâmico e a paciente foi encaminhada ao centro cirúrgico. Durante o procedimento, pode-se afirmar que o melhor acesso a ser realizado e a artéria a ser dissecada para controle proximal é:
Trauma axilar com isquemia → Controle proximal via acesso infraclavicular da artéria axilar.
No trauma de transição axilar, o controle proximal é prioritário e deve ser feito em zona sadia (infraclavicular) antes de abordar o hematoma ou a lesão direta.
O trauma vascular na região axilar é desafiador devido à proximidade com o plexo braquial e à dificuldade de compressão efetiva. A artéria axilar é dividida em três porções em relação ao músculo peitoral menor, e o conhecimento dessa anatomia dita o acesso cirúrgico. Em pacientes com sinais de isquemia crítica (ausência de pulsos, palidez, parestesia) após ferimento penetrante, a intervenção deve ser imediata. O controle proximal infraclavicular envolve a divulsão das fibras do músculo peitoral maior, proporcionando uma exposição segura da artéria antes que ela entre no espaço axilar propriamente dito.
O acesso infraclavicular permite a exposição da primeira porção da artéria axilar (medial ao músculo peitoral menor) em uma área geralmente não atingida pelo trauma axilar direto. Isso garante um campo cirúrgico limpo para a aplicação de clamps vasculares, permitindo que a exploração da zona de lesão na axila seja feita de forma controlada e segura.
O acesso supraclavicular é indicado para o controle da artéria subclávia. Embora a artéria axilar seja a continuação da subclávia, em lesões localizadas na região axilar, o acesso infraclavicular costuma ser suficiente e menos mórbido do que a dissecção supraclavicular, que envolve maior risco de lesão do ducto torácico (à esquerda) ou da cúpula pleural.
As prioridades são: 1) Controle da hemorragia externa (pressão direta); 2) Controle proximal e distal do vaso lesado; 3) Revascularização (sutura simples, patch ou enxerto venoso) dentro da janela de isquemia; 4) Avaliação da necessidade de fasciotomia se o tempo de isquemia for prolongado (> 4-6 horas).
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