SGCH - Santa Genoveva Complexo Hospitalar (MG) — Prova 2020
Com relação às lesões traumáticas de grandes vasos abdominais, assinale a alternativa incorreta:
Hematoma retroperitoneal Zona 1 (trauma contuso) → SEMPRE explorar, mesmo sem expansão.
Hematomas retroperitoneais na Zona 1 (central, periaórtica/pericava) em trauma contuso são de alta preocupação devido à proximidade com grandes vasos. A diretriz é explorá-los cirurgicamente na laparotomia, independentemente de expansão, para identificar e controlar possíveis lesões vasculares graves.
As lesões traumáticas de grandes vasos abdominais representam um desafio significativo no manejo do trauma, com alta morbimortalidade. Estes vasos estão localizados predominantemente no retroperitônio e no mesentério. A identificação e o manejo rápidos são cruciais para a sobrevida do paciente. O trauma contuso pode causar lesões complexas que nem sempre se manifestam com sangramento ativo evidente inicialmente. A avaliação de hematomas retroperitoneais é um ponto chave. O retroperitônio é classicamente dividido em zonas, sendo a Zona 1 (central, envolvendo a aorta, veia cava e seus ramos principais) de particular importância. Em trauma contuso, um hematoma na Zona 1, mesmo que não esteja em expansão aparente, geralmente requer exploração cirúrgica durante a laparotomia. Isso se deve à alta probabilidade de lesão de um grande vaso, que pode levar a um sangramento maciço e catastrófico se não for prontamente controlado. A tomografia computadorizada com contraste é uma ferramenta diagnóstica essencial para identificar lesões vasculares e hematomas. A terapia endovascular tem emergido como uma alternativa viável para lesões vasculares selecionadas que não apresentam sangramento ativo e são anatomicamente favoráveis, oferecendo uma abordagem menos invasiva. No entanto, a decisão entre cirurgia aberta e endovascular deve ser individualizada, considerando a estabilidade hemodinâmica do paciente e a extensão da lesão.
O retroperitônio é dividido em três zonas: Zona 1 (central, periaórtica/pericava), Zona 2 (flancos, perirrenal) e Zona 3 (pélvica). A Zona 1 é a mais crítica devido à presença de grandes vasos e órgãos vitais, exigindo exploração mais agressiva em caso de hematoma.
Hematomas na Zona 1 devem ser explorados rotineiramente em trauma contuso. Nas Zonas 2 e 3, a exploração é geralmente indicada se o hematoma for pulsátil, expansivo ou se houver evidência de sangramento ativo, embora a conduta possa variar.
A angiotomografia é fundamental para identificar lesões vasculares, hematomas e sua localização, auxiliando no planejamento da conduta. Ela pode detectar sangramento ativo e pseudoaneurismas, guiando tanto a cirurgia aberta quanto a terapia endovascular.
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