Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Paciente masculino politraumatizado (atropelamento) é admitido no Pronto Socorro, estável hemodinamicamente e com Glasgow de 15. No exame físico, foi evidenciada uretrorragia, hematoma perineal evoluindo com retenção urinária. No exame radiológico, presença de fratura de pelve. Qual porção da uretra é afetada com maior frequência nesse tipo de lesão:
Trauma pélvico + uretrorragia/hematoma perineal → suspeitar lesão de uretra membranosa (posterior).
Em pacientes politraumatizados com fratura de pelve, uretrorragia e hematoma perineal, a lesão da uretra posterior (especialmente a porção membranosa) é a mais comum. Isso ocorre devido à sua fixação na sínfise púbica e à proximidade com a pelve óssea.
A lesão uretral é uma complicação grave do trauma pélvico, mais comum em homens devido à maior extensão da uretra. Sua importância reside no risco de sequelas urológicas significativas, como estenose uretral, disfunção erétil e incontinência urinária, se não for diagnosticada e tratada adequadamente. O diagnóstico é suspeitado em pacientes com fratura de pelve que apresentam uretrorragia, hematoma perineal, retenção urinária ou próstata alta ao toque retal. A porção da uretra mais frequentemente afetada em traumas pélvicos é a uretra posterior, especificamente a uretra membranosa, devido à sua fixação rígida e à proximidade com as estruturas ósseas da pelve. A conduta inicial é evitar a passagem de sonda vesical e realizar uma uretrocistografia retrógrada para confirmar a lesão e determinar sua localização e extensão. O tratamento definitivo pode variar de cateterismo suprapúbico temporário a reparo cirúrgico, dependendo da gravidade da lesão.
Os sinais incluem uretrorragia (sangramento pelo meato uretral), hematoma perineal, equimose escrotal, próstata alta ao toque retal e incapacidade de urinar (retenção urinária).
A uretra membranosa é a porção mais vulnerável devido à sua fixação rígida ao diafragma urogenital e à sua proximidade com a sínfise púbica, tornando-a suscetível a forças de cisalhamento em fraturas pélvicas.
A conduta inicial é não tentar passar sonda vesical. Deve-se realizar uma uretrocistografia retrógrada para confirmar o diagnóstico e a extensão da lesão, e considerar um cateterismo suprapúbico.
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