UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2025
Homem, 34a, deu entrada no Pronto-Socorro, após trauma por acidente automobilístico, com quadro de retenção urinária, fratura de bacia e uretrorragia. A principal hipótese diagnóstica e o exame a ser solicitado respectivamente são:
Fratura de bacia + retenção urinária + uretrorragia → Trauma de uretra posterior. Exame: Uretrocistografia retrógrada.
A tríade de fratura de bacia, retenção urinária e uretrorragia é altamente sugestiva de trauma de uretra posterior. O exame de escolha para confirmar e avaliar a extensão da lesão é a uretrocistografia retrógrada, que deve ser realizada antes de qualquer tentativa de cateterismo uretral.
O trauma de uretra posterior é uma lesão urológica grave, frequentemente associada a fraturas de bacia em acidentes de alta energia. Sua importância reside na alta morbidade se não diagnosticado e tratado corretamente, podendo levar a estenose uretral, incontinência urinária e disfunção erétil, impactando significativamente a qualidade de vida do paciente. A suspeita diagnóstica surge com a tríade clássica de uretrorragia, retenção urinária e fratura de bacia. O mecanismo de lesão geralmente envolve cisalhamento da uretra membranosa devido ao deslocamento da próstata. O diagnóstico é confirmado pela uretrocistografia retrógrada, que demonstra extravasamento de contraste e a localização da lesão. A conduta inicial em caso de suspeita é evitar o cateterismo uretral e realizar uma derivação urinária suprapúbica, se necessário, após a uretrocistografia. O tratamento definitivo pode variar de observação a reparo cirúrgico, dependendo da extensão e tipo da lesão, sendo essencial uma abordagem multidisciplinar para otimizar o prognóstico.
Os principais sinais incluem uretrorragia, retenção urinária e hematoma perineal ou escrotal, frequentemente associados a fraturas de bacia em traumas de alta energia.
A uretrocistografia retrógrada é o exame padrão-ouro, permitindo visualizar a extensão da lesão uretral, determinar se é parcial ou completa e guiar a conduta adequada.
A passagem de sonda vesical pode converter uma lesão uretral parcial em completa, aumentando a morbidade, o risco de estenose e dificultando o tratamento definitivo. A avaliação radiológica prévia é crucial.
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