UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Paciente, feminino, 35 anos, foi levado ao HMS pela equipe do SAMU com relato de acidente de moto X carro. Após avaliação médica foi aventada a possibilidade de trauma de uretra. Sobre o trauma de uretra, assinale a alternativa correta.
Trauma de uretra: fratura de bacia → lesão de uretra membranosa (posterior).
O trauma de uretra é frequentemente associado a fraturas de bacia, especialmente a lesão da uretra posterior (membranosa) em homens. Embora menos comum em mulheres, a associação com fraturas pélvicas também é relevante. A sondagem vesical é contraindicada na suspeita de lesão uretral.
O trauma de uretra é uma lesão urogenital grave, frequentemente associada a traumas de alta energia, como acidentes automobilísticos e quedas. Em homens, a uretra posterior (membranosa e prostática) é mais comumente lesada em fraturas de bacia, enquanto a uretra anterior (bulbar e peniana) é mais suscetível a traumas diretos ou "straddle injuries". Em mulheres, o trauma uretral é menos comum devido à sua menor extensão e maior mobilidade, mas ainda pode ocorrer em fraturas pélvicas graves. A suspeita de trauma uretral surge com sinais como uretrorragia, incapacidade de micção, hematoma perineal/escrotal e, em homens, próstata alta ao toque retal. A conduta inicial é crucial: a sondagem vesical está contraindicada na presença de uretrorragia ou suspeita de lesão, para evitar agravamento. O diagnóstico é confirmado pela uretrografia retrógrada, que demonstra o extravasamento de contraste. O manejo inicial envolve a drenagem da bexiga por cistostomia suprapúbica. O tratamento definitivo pode variar de manejo conservador para lesões parciais a reparo cirúrgico primário ou tardio para lesões completas, dependendo da extensão da lesão e da estabilidade do paciente. Complicações a longo prazo incluem estenose uretral, disfunção erétil e incontinência urinária.
Os sinais incluem sangramento uretral (uretrorragia), incapacidade de urinar, hematoma perineal ou escrotal (em homens), e próstata elevada ou impalpável ao toque retal (sinal de lesão de uretra posterior).
O exame diagnóstico de escolha é a uretrografia retrógrada, que permite visualizar a extensão da lesão uretral e determinar se há extravasamento de contraste, indicando uma lesão parcial ou completa.
A sondagem vesical é contraindicada porque pode agravar uma lesão uretral parcial, transformando-a em completa, ou criar um falso trajeto, aumentando o risco de complicações como estenose uretral e infecção. Em vez disso, deve-se realizar uma cistostomia suprapúbica para drenagem da bexiga.
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