HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2020
Com relação ao traumatismo do trato urinário, analise as seguintes afirmativas:I. trauma renal grau III: paciente estável hemodinamicamente sem hematoma retroperitoneal em expansão.Conduta:Tratamento conservador + drenagem do trato urinário (duplo j ou nefrostomia).II. lesão vesical extraperitoneal: paciente estável hemodinamicamente sem envolvimento do colo vesical. Conduta: Tratamento conservador + sondagem vesical de demora ou cistostomia.III. lesão ureteral (laceração completa): paciente instável hemodinamicamente. Conduta: Ligadura do ureter ou nefrostomia seguida de correção cirúrgica definitiva tardia.IV. lesão da uretra anterior: paciente estável hemodinamicamente. Conduta: Correção cirúrgica aberta imediata deve ser realizada.Estão CORRETAS as afirmativas:
Lesão vesical extraperitoneal sem colo vesical → tratamento conservador + sondagem vesical de demora.
A lesão vesical extraperitoneal sem envolvimento do colo vesical pode ser tratada conservadoramente com sondagem vesical de demora, permitindo a cicatrização espontânea. Lesões renais grau III em pacientes hemodinamicamente estáveis também são geralmente manejadas de forma conservadora.
O traumatismo do trato urinário é uma condição complexa que exige uma abordagem sistemática, especialmente em pacientes politraumatizados. A classificação das lesões, como a da American Association for the Surgery of Trauma (AAST) para o rim, é fundamental para guiar a conduta. A estabilidade hemodinâmica do paciente é o fator primordial para decidir entre tratamento conservador e cirúrgico. Lesões renais de graus mais baixos (I-III) em pacientes estáveis são frequentemente manejadas de forma conservadora, com monitoramento e, se houver extravasamento urinário significativo, drenagem. Já as lesões vesicais extraperitoneais, que representam a maioria das rupturas vesicais, podem ser tratadas com sondagem vesical de demora por 7 a 14 dias, permitindo a cicatrização espontânea, desde que o colo vesical não esteja comprometido. Lesões intraperitoneais, no entanto, geralmente requerem reparo cirúrgico. Lesões ureterais são raras, mas graves. Em pacientes instáveis, a ligadura do ureter ou nefrostomia pode ser uma medida de controle de danos, com o reparo definitivo postergado. Lesões da uretra anterior, por sua vez, podem ser tratadas com sondagem ou, em casos selecionados, reparo cirúrgico imediato, dependendo da extensão e estabilidade do paciente. O conhecimento dessas nuances é crucial para a prática em emergência e urologia.
Em pacientes estáveis, o trauma renal grau III é geralmente tratado conservadoramente, com monitoramento rigoroso e, se necessário, drenagem do trato urinário (cateter duplo J ou nefrostomia) para desviar a urina e facilitar a cicatrização.
A lesão vesical extraperitoneal pode ser tratada conservadoramente com sondagem vesical de demora, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável e não haja envolvimento do colo vesical, grandes fragmentos ósseos na bexiga ou outras lesões associadas que exijam cirurgia.
Em paciente instável, a prioridade é a estabilização hemodinâmica. A lesão ureteral completa pode ser inicialmente manejada com ligadura do ureter ou nefrostomia para controle de danos, postergando a correção cirúrgica definitiva para um momento mais seguro e eletivo.
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