AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2022
Homem de 30 anos é trazido ao PS após ser vítima de ferimento por arma de fogo na transição tóraco-abdominal esquerda. Apresenta-se lúcido, queixando-se de dor abdominal e com diminuição do murmúrio vesicular torácico á esquerda, Os sinais vitais são FC: 128 bpm; PA: 90x60 mmHg; FR: 28; T: 34,9ºC. Em relação a este caso clínico, analise as assertivas abaixo.I - A conduta imediata para este paciente deve ser uma laparotomia exploradora.II - A tipagem sanguínea deve ser realizada imediatamente e o seu resultado dará inicio ao uso de concentrado de hemácias. III - O tratamento para este paciente pode ser baseado na estratégia de controle de danos que envolvem correção da acidose metabólica, da coagulopatia e da hipotermia.IV - A descompressão do espaço pleural á esquerda através de toracocentese deve ser prioritária as demais condutas.Estão corretas
Trauma tóraco-abdominal com choque → priorizar controle de hemorragia e descompressão torácica.
Paciente com ferimento tóraco-abdominal e choque hipovolêmico (FC 128, PA 90x60) requer manejo agressivo. A laparotomia exploradora é indicada para controle de hemorragia abdominal, e a descompressão do espaço pleural é crucial para tratar pneumotórax/hemotórax. A estratégia de controle de danos é vital em pacientes gravemente instáveis.
O trauma tóraco-abdominal é uma condição de alta gravidade, pois a região de transição entre tórax e abdome abriga órgãos vitais de ambos os compartimentos, tornando as lesões complexas e frequentemente associadas a choque hipovolêmico. A avaliação inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), priorizando a avaliação e manejo das vias aéreas, respiração e circulação. Neste cenário de ferimento por arma de fogo com sinais de choque (taquicardia, hipotensão), a hemorragia é a principal preocupação. A diminuição do murmúrio vesicular torácico à esquerda sugere pneumotórax ou hemotórax, que requerem descompressão imediata (toracocentese ou drenagem torácica). A laparotomia exploradora é uma conduta imediata para controle de hemorragia abdominal, especialmente em pacientes instáveis. A estratégia de controle de danos é fundamental para pacientes com a "tríade letal" (acidose metabólica, coagulopatia e hipotermia), que indica um estado de choque grave e descompensação fisiológica. Essa abordagem visa realizar uma cirurgia abreviada para controle do sangramento e contaminação, seguida de reanimação intensiva na UTI para correção da tríade, e só então uma cirurgia definitiva. A tipagem sanguínea e a transfusão são importantes, mas não devem atrasar as intervenções cirúrgicas que salvam vidas.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com fluidos, controle de vias aéreas e respiração, e identificação e tratamento imediato de lesões com risco de vida, como pneumotórax hipertensivo (descompressão pleural) e hemorragia abdominal (laparotomia exploradora).
A estratégia de controle de danos é uma abordagem cirúrgica e de reanimação para pacientes com trauma grave e instabilidade fisiológica (tríade letal: acidose, coagulopatia, hipotermia). Envolve uma cirurgia inicial rápida para controlar o sangramento e a contaminação, seguida de estabilização na UTI e uma cirurgia definitiva posterior.
A descompressão do espaço pleural é prioritária quando há sinais de pneumotórax hipertensivo ou hemotórax maciço, que comprometem a ventilação e a hemodinâmica. A diminuição do murmúrio vesicular à esquerda no caso sugere uma lesão pleural significativa.
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