UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2015
Um médico de 40 anos de idade é baleado na saída de um banco, no hemitórax esquerdo, região infraclavicular e dá entrada no Pronto Socorro hipocorado sudoreico, FC = 130; PA = 80 x 40, FR = 16, agitado, falando claramente e com ausculta diminuída em base do hemitórax esquerdo. Sobre esse caso, é correto afirmar que:
Trauma torácico penetrante com choque e ausculta diminuída → suspeita de hemotórax/pneumotórax → drenagem torácica imediata.
O paciente apresenta sinais de choque (hipotensão, taquicardia, agitação, sudorese) e trauma torácico penetrante com ausculta diminuída no hemitórax esquerdo, sugerindo hemotórax ou pneumotórax. No contexto do trauma, a drenagem torácica em selo d'água é uma medida terapêutica e diagnóstica crucial que deve ser realizada precocemente no atendimento inicial, antes mesmo de exames de imagem, para estabilizar o paciente.
O trauma torácico é uma das principais causas de morbimortalidade em pacientes traumatizados, e o manejo rápido e eficaz é crucial. Ferimentos penetrantes no tórax podem levar a lesões graves de órgãos intratorácicos, como pulmões, coração e grandes vasos, resultando em condições como hemotórax, pneumotórax e tamponamento cardíaco. A avaliação inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com foco na identificação e tratamento de lesões que ameaçam a vida. O paciente do caso apresenta sinais clássicos de choque hipovolêmico (hipotensão, taquicardia, agitação, sudorese) e evidências de comprometimento respiratório (ausculta diminuída em hemitórax esquerdo) após um ferimento por arma de fogo na região infraclavicular. Essa combinação é altamente sugestiva de hemotórax ou pneumotórax, que podem causar colapso pulmonar e sangramento significativo. A ausculta diminuída na base do hemitórax esquerdo, em particular, reforça a suspeita de hemotórax. No atendimento inicial de um paciente instável com trauma torácico e suspeita de hemotórax/pneumotórax, a drenagem torácica em selo d'água é uma intervenção terapêutica e diagnóstica de emergência. Ela permite a evacuação de sangue ou ar do espaço pleural, restaurando a ventilação e melhorando a hemodinâmica. Essa conduta não deve ser atrasada por exames de imagem, como o Raio X de tórax, que podem ser realizados após a estabilização do paciente. A reposição volêmica inicial deve ser com cristaloides, e a transfusão de sangue é considerada em choque mais avançado ou sem resposta aos fluidos.
Sinais de choque hipovolêmico incluem hipotensão (PA 80x40), taquicardia (FC 130), agitação, sudorese, hipocorado e má perfusão periférica, indicando perda volêmica significativa que requer intervenção imediata.
A drenagem torácica é prioritária porque o trauma penetrante no tórax com ausculta diminuída e choque sugere hemotórax ou pneumotórax, condições que comprometem a ventilação e a hemodinâmica, exigindo descompressão e evacuação imediata para salvar a vida do paciente.
O Raio X de tórax é indicado após a estabilização inicial do paciente ou em casos de trauma torácico sem instabilidade hemodinâmica. Em pacientes instáveis com forte suspeita clínica, a drenagem torácica não deve aguardar a confirmação radiológica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo