PUC Sorocaba - Pontifícia Universidade Católica de Sorocaba (SP) — Prova 2025
Durante o seu plantão, você recebe a seguinte comunicação: homem com 23 anos, vítima de ferimentos por arma de fogo no tórax, abdome e coxa direita. ECG: 15, FC: 100 bpm, PAS: 90 mmHg, FR: 30 e Sat: 98%. Ao chegar na sala de trauma, seu paciente está in extremis. Está irresponsivo, com respiração agônica, saturação de oxigênio na casa dos 80%, apesar da ventilação com Ambu e máscara, e seu pulso radial é fraco, com FC de 105 batimentos por minuto. Os socorristas instalaram 2 acessos venosos periféricos de grande calibre e começaram a infundir solução salina. Relatam que o paciente foi baleado 3 vezes à queima-roupa com uma arma de fogo desconhecida. O primeiro ferimento, na porção superior do tórax direito, estava soprando na cena e foi coberto com um curativo oclusivo, preso em três lados. O segundo ferimento está localizado no quadrante inferior esquerdo do abdome e não sangra. O terceiro ferimento está localizado na coxa direita e não está sangrando. Os socorristas informam que o sangramento da coxa pulsava antes da aplicação de um torniquete.\n\nEm relação ao trauma torácico penetrante, qual das seguintes opções está correta?
~85% dos traumas torácicos (penetrantes ou contusos) resolvem-se apenas com drenagem pleural fechada.
A maioria das lesões torácicas não requer toracotomia; a drenagem de tórax adequadamente realizada resolve a maior parte dos hemopneumotórax no trauma.
O trauma torácico penetrante é uma emergência cirúrgica que exige avaliação rápida baseada no protocolo ATLS. A fisiopatologia envolve o comprometimento da ventilação (pneumotórax) e da perfusão (hemotórax ou tamponamento). A estatística de que 85% dos casos são resolvidos com manobras simples, como a drenagem pleural, é um pilar do ensino do trauma.\n\nLesões de grandes vasos, embora letais, não são a apresentação mais comum que chega viva ao hospital, pois muitos falecem na cena. O manejo inicial foca na descompressão de pneumotórax hipertensivos, oclusão de feridas soprantes e reposição volêmica criteriosa, evitando a infusão excessiva de cristaloides que pode piorar a coagulopatia e o sangramento.
As principais indicações incluem: drenagem imediata de sangue > 1.500 mL pelo dreno de tórax, ou drenagem contínua de 200 mL/h por 2 a 4 horas consecutivas, ou necessidade persistente de transfusão sanguínea para manter a estabilidade hemodinâmica.
No trauma agudo, o pericárdio é inelástico. O acúmulo de volumes pequenos, entre 50 mL e 150 mL de sangue no espaço pericárdico, já pode ser suficiente para restringir o enchimento cardíaco e causar choque obstrutivo (tamponamento cardíaco).
Embora o uso de antibióticos profiláticos durante a inserção do dreno de tórax no trauma seja comum e recomendado por algumas diretrizes para reduzir pneumonia e empiema, ele não é eficaz para tratar ou prevenir complicações de um hemotórax retido (sangue coagulado não drenado).
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