AMP - Associação Médica do Paraná — Prova 2025
Homem, 25anos, vítima de ferimento por arma branca em hemitórax direito, subescapular, na altura do 6º espaço intercostal posterior, dá entrada no pronto socorro trazido pelo time de atendimento pré-hospitalar. Encontra-se lúcído, respondendo a comandos, com queixa de dor no local do ferimento. Ao exame apresenta os seguintes dados vitais: P: 118 bpm, PA: 100x80 mmHg, T:35,2°C, FR: 22 mpm, Saturação de O2: 94%. À inspeção observa-se ferimento com cerca de 5 cm de comprimento, com extravasamento de ar em pequena quantidade a inspiração. Ausculta torácica com MV+, diminuído à direita, com palpação de enfisema subcutâneo ao redor da ferida. Em rełação a este caso clínico, assinale a assertiva correta.
Trauma torácico penetrante com instabilidade hemodinâmica → ABCDE + exames laboratoriais iniciais (gasometria, coagulação, tipagem).
Em um paciente com trauma torácico penetrante e sinais de instabilidade, a avaliação inicial segue o protocolo ATLS (ABCDE). Exames laboratoriais como gasometria, coagulograma e tipagem sanguínea são cruciais para guiar o manejo, identificar hipóxia, distúrbios de coagulação e preparar para transfusão.
O trauma torácico penetrante, como o causado por ferimento por arma branca, é uma emergência médica que exige avaliação e manejo rápidos e sistemáticos, seguindo os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS). O paciente apresenta sinais de pneumotórax aberto (ferimento com extravasamento de ar, murmúrio vesicular diminuído, enfisema subcutâneo) e instabilidade hemodinâmica (taquicardia, hipotensão), indicando um quadro grave. A avaliação inicial deve seguir o ABCDE do trauma. A via aérea e a respiração são prioritárias, e o pneumotórax aberto deve ser abordado imediatamente com um curativo de três pontas. A circulação é avaliada pela frequência cardíaca, pressão arterial e perfusão, e a reposição volêmica com cristaloides é iniciada. No entanto, a resposta hemodinâmica positiva inicial não descarta a necessidade de drenagem torácica, que é o tratamento definitivo para o pneumotórax. Exames laboratoriais são cruciais no atendimento inicial. A gasometria arterial fornece informações sobre a oxigenação e o equilíbrio ácido-base. O coagulograma (TAP/INR) e a dosagem de plaquetas são essenciais para avaliar a hemostasia, especialmente em pacientes com sangramento ou que necessitarão de procedimentos invasivos. A tipagem sanguínea e a prova cruzada são fundamentais para preparar a transfusão de hemoderivados, caso seja necessária. Radiografias de tórax são úteis, mas não devem atrasar o manejo de condições que ameaçam a vida.
Os sinais incluem ferimento torácico com extravasamento de ar à inspiração, murmúrio vesicular diminuído à direita e palpação de enfisema subcutâneo ao redor da ferida, indicando comunicação entre o espaço pleural e o ambiente externo.
Exames prioritários incluem gasometria arterial (para avaliar oxigenação e equilíbrio ácido-base), TAP/INR e dosagem de plaquetas (para avaliar coagulação e risco de sangramento), tipagem sanguínea e prova cruzada (para preparo de transfusão), hemograma e eletrólitos.
A conduta inicial para um pneumotórax aberto é a oclusão imediata do ferimento com um curativo de três pontas (oclusivo em três lados), permitindo a saída de ar na expiração e impedindo sua entrada na inspiração, para converter o pneumotórax aberto em um pneumotórax hipertensivo simples, que será tratado com drenagem torácica.
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