HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015
Paciente vítima de acidente por arma de fogo em tórax dá entrada na emergência com dispneia e saturação de oxigênio de 80%. Ao exame, verifica-se que o mesmo possui vias aéreas pérvias, murmúrio vesicular bastante diminuído em hemotórax direito onde se verifica a presença de orifício único de cerca de 3 cm próximo ao mamilo. Nessas condições, a sequência correta de tratamento será:
FAF tórax com pneumotórax aberto → Curativo oclusivo 3 pontas, drenagem de tórax, sutura.
Em um trauma torácico com ferimento penetrante e sinais de pneumotórax aberto (dispneia, hipoxemia, orifício torácico), a prioridade é selar o orifício com um curativo oclusivo de três pontas, seguido pela drenagem torácica para aliviar o pneumotórax/hemotórax e, posteriormente, a sutura.
O trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade, especialmente em vítimas de acidentes por arma de fogo. O manejo inicial deve seguir os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), priorizando a avaliação e tratamento das lesões que ameaçam a vida. O pneumotórax aberto é uma dessas condições, caracterizado por uma comunicação direta entre a cavidade pleural e o ambiente externo. A fisiopatologia do pneumotórax aberto envolve a entrada de ar na cavidade pleural durante a inspiração, colapsando o pulmão e comprometendo a ventilação. Se o orifício for grande, pode haver um 'pneumotórax de sucção', onde o ar entra preferencialmente pelo ferimento. O tratamento visa restaurar a integridade da parede torácica e a função pulmonar. A sequência correta de tratamento para um pneumotórax aberto é crucial. Inicialmente, aplica-se um curativo oclusivo de três pontas para criar um mecanismo valvular. Em seguida, realiza-se a drenagem de tórax em selo d'água para evacuar o ar e/ou sangue e reexpandir o pulmão. Por fim, o orifício pode ser suturado. A intubação orotraqueal é reservada para casos de falência respiratória ou comprometimento das vias aéreas.
O curativo de três pontas permite que o ar saia da cavidade pleural durante a expiração, mas impede sua entrada durante a inspiração, criando um mecanismo valvular que evita a formação de um pneumotórax hipertensivo.
A drenagem torácica é necessária para evacuar o ar e/ou sangue acumulado na cavidade pleural (pneumotórax/hemotórax), restabelecendo a pressão intratorácica negativa e permitindo a reexpansão pulmonar, melhorando a ventilação.
A intubação orotraqueal seria indicada se o paciente apresentasse falência respiratória iminente, rebaixamento do nível de consciência, incapacidade de manter vias aéreas pérvias ou necessidade de ventilação mecânica, mas não é a primeira etapa para o pneumotórax aberto em si.
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