HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Homem, 30 anos, vítima de ferimento por arma branca na parede anterior do tórax, altura do primeiro espaço intercostal direito, é admitido na sala de trauma dispneico, pálido e confuso, 20 minutos após a agressão. Iniciado protocolo de transfusão maciça e após 20 minutos o exame físico mostra: saturação de O2 = 93%; frequência cardíaca = 140 bpm; pressão arterial = 70 x 50 mmHg; escala de coma de Glasgow = 13. A hipótese diagnóstica e a melhor conduta são:
Ferimento penetrante em 1º EIC D + choque refratário → Lesão de grandes vasos supra-aórticos = Cirurgia de emergência.
Ferimentos penetrantes na região superior do tórax (zona 1) têm alta probabilidade de lesar grandes vasos (aorta, subclávia, braquiocefálico). A instabilidade hemodinâmica persistente, mesmo com transfusão maciça, indica hemorragia ativa e exige intervenção cirúrgica imediata.
O trauma torácico penetrante é uma emergência médica grave, com alta morbimortalidade, especialmente quando envolve lesões de grandes vasos. A rápida identificação e manejo são cruciais para a sobrevida do paciente. A região superior do tórax, conhecida como zona 1 ou "caixa torácica superior", abriga estruturas vitais como o arco aórtico, vasos braquiocefálicos, veia cava superior e traqueia, tornando ferimentos nessa área particularmente perigosos. A fisiopatologia envolve hemorragia maciça e rápida, levando a choque hipovolêmico refratário. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado no mecanismo do trauma, localização do ferimento e sinais de instabilidade hemodinâmica. A suspeita deve ser alta em ferimentos próximos a grandes vasos, com hipotensão, taquicardia e sinais de choque. Exames de imagem são úteis para pacientes estáveis, mas contraindicados em instáveis. O tratamento é a cirurgia de emergência, geralmente uma toracotomia, para controle da hemorragia e reparo vascular. A reanimação com protocolo de transfusão maciça deve ser iniciada imediatamente. O prognóstico depende da rapidez da intervenção e da extensão da lesão. Residentes devem estar aptos a reconhecer rapidamente esses casos e priorizar a intervenção cirúrgica.
Sinais incluem hipotensão persistente, choque refratário, hemotórax maciço, hematoma expansivo e ferimentos em zonas de alto risco como a região supra-aórtica.
A conduta inicial é a estabilização hemodinâmica com fluidos e transfusão maciça, seguida de toracotomia de emergência para controle da hemorragia.
Em pacientes hemodinamicamente instáveis, o tempo é crítico. Levar o paciente para a tomografia atrasa a intervenção cirúrgica salvadora, que é a prioridade.
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