SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Homem de 40 anos previamente hígido relata que foi agredido com arma branca por inquilino quando o mesmo foi cobrar o aluguel atrasado. Foi levado por transeuntes à UPA mais próxima. No local encontrava-se com FR: 32 irpm, FC: 115 bpm queixando de dor intensa em hemitórax à direita próximo ao local do orifício de entrada da faca, SaO2: 89% MV, diminuído à direita, pele fria sudoreica. Qual a primeira conduta:
Trauma torácico + MV ↓ + hipoxemia + instabilidade hemodinâmica → Drenagem pleural imediata.
O paciente apresenta sinais de trauma torácico penetrante com comprometimento respiratório (taquipneia, hipoxemia, MV diminuído) e hemodinâmico (taquicardia, pele fria/sudoreica), sugerindo pneumotórax/hemotórax com potencial para pneumotórax hipertensivo ou choque. A drenagem pleural é a conduta prioritária para estabilizar o paciente.
O trauma torácico é uma das principais causas de morbimortalidade, especialmente em vítimas de agressões com arma branca. A avaliação inicial deve seguir os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS), focando na rápida identificação e tratamento de lesões com risco de vida imediato. Condições como pneumotórax hipertensivo, hemotórax maciço e tamponamento cardíaco exigem intervenção imediata. No caso apresentado, o paciente exibe sinais de comprometimento respiratório (taquipneia, hipoxemia, murmúrio vesicular diminuído) e choque (taquicardia, pele fria e sudoreica), após um ferimento penetrante no tórax. Esses achados são altamente sugestivos de pneumotórax ou hemotórax, que podem evoluir rapidamente para instabilidade hemodinâmica e respiratória grave. A prioridade é descompressão torácica. A drenagem pleural fechada em selo d'água é a conduta de escolha para evacuar ar ou sangue da cavidade pleural, restaurando a ventilação e a hemodinâmica. Exames complementares como radiografia de tórax ou tomografia são importantes, mas não devem atrasar uma intervenção salvadora em um paciente instável. A intubação orotraqueal pode ser necessária, mas a causa da dessaturação e instabilidade deve ser abordada primeiro, que neste caso é a compressão intratorácica.
Sinais de gravidade incluem taquipneia, taquicardia, hipoxemia, hipotensão, murmúrio vesicular diminuído ou ausente no lado afetado, e desvio de traqueia (no pneumotórax hipertensivo).
A drenagem pleural é a primeira conduta porque o paciente apresenta sinais de comprometimento respiratório e hemodinâmico devido a um provável pneumotórax ou hemotórax, que pode estar causando compressão de estruturas mediastinais ou sangramento significativo, necessitando de descompressão imediata.
O atendimento inicial segue o protocolo ATLS, priorizando a avaliação e manejo das vias aéreas, respiração e circulação. Em casos de pneumotórax/hemotórax com instabilidade, a drenagem torácica é uma intervenção de emergência.
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