UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
Em uma criança que sofreu traumatismo torácico fechado, é INCORRETO AFIRMAR:
Crianças têm tórax mais elástico; fraturas de costelas são MENOS comuns, mas lesões viscerais são MAIS prováveis com trauma torácico.
Em crianças, o tórax é mais complacente e elástico, o que significa que fraturas de costelas são menos frequentes do que em adultos. No entanto, essa elasticidade permite que a energia do trauma seja transmitida diretamente aos órgãos intratorácicos, tornando as lesões pulmonares e cardíacas mais prováveis e graves, mesmo sem fratura óssea.
O traumatismo torácico fechado em crianças apresenta particularidades importantes devido às diferenças anatômicas e fisiológicas em relação aos adultos. A caixa torácica pediátrica é mais complacente e elástica, o que significa que ela pode deformar-se significativamente sob impacto sem necessariamente fraturar as costelas. Essa elasticidade, paradoxalmente, permite que a força do trauma seja transmitida diretamente aos órgãos intratorácicos, tornando as lesões viscerais (pulmonares, cardíacas, esofágicas) mais prováveis e potencialmente mais graves, mesmo na ausência de fraturas ósseas. Os sinais de pneumotórax hipertensivo (dor torácica, taquicardia, desvio de traqueia, hipotensão arterial e estase jugular) são os mesmos em crianças e adultos e indicam uma emergência. A contusão pulmonar é a lesão pulmonar mais comum em crianças com trauma torácico e pode levar a complicações como pneumonia e pseudocisto pós-traumático. A lesão esofágica, embora rara, pode ser grave e se manifestar com ar no mediastino, enfisema subcutâneo, hemo ou pneumotórax na radiografia torácica. A afirmação de que é comum o encontro de fratura dos arcos costais nesse paciente (criança) é INCORRETA. Devido à maior elasticidade da caixa torácica pediátrica, as fraturas de costelas são, na verdade, menos comuns do que em adultos. A ausência de fraturas não deve diminuir a suspeita de lesões internas graves. Residentes devem estar cientes dessas diferenças para um manejo adequado do trauma pediátrico.
Os sinais de pneumotórax hipertensivo incluem dor torácica aguda, taquicardia, hipotensão arterial, desvio da traqueia para o lado contralateral à lesão, estase jugular, diminuição ou ausência de murmúrio vesicular no lado afetado e hiperressonância à percussão. É uma emergência médica que requer descompressão imediata.
A caixa torácica de crianças é mais elástica e complacente devido à maior proporção de cartilagem e menor calcificação óssea. Isso permite que o tórax absorva e distribua a energia do impacto de forma diferente, resultando em menor incidência de fraturas de costelas, mas aumentando o risco de lesões diretas aos órgãos intratorácicos.
A contusão pulmonar em crianças pode levar a complicações como pneumonia, síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA), atelectasias e, mais raramente, formação de pseudocistos pós-traumáticos. O manejo é principalmente de suporte, com monitorização respiratória e oxigenoterapia.
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