UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Homem, 25a, vítima de colisão frontal entre dois veículos em alta velocidade. Refere acionamento do “air-bag”. Admitido em um Centro de Trauma, consciente e orientado, escala de coma de Glasgow=15, PA=106/58mmHg, FC=115bpm, FR=26irpm, oximetria de pulso=95% em aporte de O₂ 12L/min com máscara não reinalante. Radiograma de tórax:O EXAME QUE CONFIRMA A HIPÓTESE DIAGNÓSTICA É:
Trauma torácico de alta energia + instabilidade hemodinâmica/respiratória → TC de tórax para lesões ocultas.
Em trauma torácico de alta energia, mesmo com Glasgow 15, a presença de taquicardia e taquipneia com hipoxemia (mesmo com O2) sugere lesão torácica grave. A radiografia de tórax inicial pode subestimar a extensão das lesões, sendo a tomografia computadorizada o exame confirmatório para lesões vasculares, pulmonares e diafragmáticas.
O trauma torácico fechado é uma causa significativa de morbimortalidade em pacientes vítimas de acidentes de alta energia, como colisões veiculares. A avaliação inicial, seguindo os princípios do ATLS, foca na identificação e manejo de lesões com risco de vida imediato, como pneumotórax hipertensivo ou hemotórax maciço. No entanto, muitas lesões graves podem ser inicialmente sutis. A suspeita de lesões ocultas, como a lesão aórtica traumática, ruptura diafragmática ou contusão miocárdica, é crucial. A radiografia de tórax é um exame inicial importante, mas possui limitações. A tomografia computadorizada de tórax, especialmente com contraste, é o exame de escolha para confirmar e estadiar a maioria das lesões torácicas graves, permitindo um planejamento terapêutico adequado. A identificação precoce dessas lesões é vital para o prognóstico do paciente. A conduta deve sempre considerar a estabilidade hemodinâmica e respiratória, priorizando a estabilização antes de exames complementares mais complexos, mas sem atrasar a investigação diagnóstica definitiva quando a suspeita é alta.
Sinais de alerta incluem dor torácica intensa, dispneia, taquicardia, hipotensão, crepitação ou instabilidade da parede torácica, e achados anormais na radiografia de tórax, como alargamento do mediastino.
A TC de tórax oferece alta sensibilidade e especificidade para detectar lesões parenquimatosas, vasculares (como lesão aórtica), diafragmáticas e esofágicas, que podem ser ocultas ou subestimadas pela radiografia simples.
As principais lesões incluem pneumotórax, hemotórax, contusão pulmonar, lesão aórtica traumática, ruptura diafragmática, fraturas de costelas múltiplas e lesões cardíacas.
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