SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2025
Um motociclista foi trazido pelo SAMU, vítima de colisão com automóvel, tendo ocorrido ejeção e queda sobre o guidão. Encontra-se estável hemodinamicamente, com murmúrio vesicular abolido no hemitórax esquerdo, cuja expansibilidade está diminuída, e a saturação de O2 é de 89%, com Frequência Respiratória= 26 irpm. Observa-se crepitação no esterno. A respeito do quadro apresentado, qual a alternativa CORRETA?
Trauma torácico fechado com crepitação esternal e hipoxemia → alto risco de contusão pulmonar e trauma cardíaco contuso.
A crepitação esternal sugere fratura de esterno, um marcador de trauma de alta energia e risco para lesões cardíacas e pulmonares subjacentes. A hipoxemia e murmúrio abolido indicam comprometimento pulmonar que pode progredir para insuficiência respiratória, e o trauma cardíaco contuso pode levar a arritmias.
O trauma torácico fechado é uma causa significativa de morbimortalidade em vítimas de trauma, especialmente em acidentes de alta energia como colisões de motocicletas. A avaliação inicial deve focar na identificação de lesões com risco de vida imediato, mas também naquelas que podem evoluir para complicações graves. A presença de crepitação esternal é um forte indicativo de fratura de esterno, que por sua vez, é um marcador de trauma de alta energia e aumenta a suspeita de lesões cardíacas e pulmonares subjacentes. A fisiopatologia envolve a transmissão de energia cinética para os órgãos torácicos. A contusão pulmonar, por exemplo, é uma lesão parenquimatosa que causa edema e hemorragia, comprometendo a troca gasosa e podendo levar à insuficiência respiratória progressiva. O trauma cardíaco contuso, muitas vezes subdiagnosticado, pode resultar em arritmias, disfunção miocárdica e até ruptura cardíaca. O diagnóstico precoce e a monitorização contínua são cruciais para detectar a deterioração clínica. O tratamento inicial visa estabilizar o paciente, otimizar a oxigenação e ventilação, e tratar lesões específicas. A monitorização cardíaca é primordial para identificar arritmias relacionadas ao trauma cardíaco contuso. A evolução para insuficiência respiratória pode exigir suporte ventilatório, e o manejo da dor é essencial para melhorar a função pulmonar. O prognóstico depende da extensão das lesões e da rapidez do tratamento, sendo a vigilância contínua fundamental para prevenir complicações tardias.
Sinais como crepitação esternal, murmúrio vesicular abolido, hipoxemia e taquipneia, mesmo em pacientes hemodinamicamente estáveis, indicam trauma torácico grave e risco de deterioração.
O trauma cardíaco contuso pode causar arritmias, desde extrassístoles até taquicardias ventriculares, que podem se manifestar horas após o trauma, exigindo monitorização contínua.
As principais complicações incluem pneumotórax, hemotórax, contusão pulmonar e fratura de costelas, que podem levar a insuficiência respiratória aguda.
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