UNITAU - Universidade de Taubaté (SP) — Prova 2022
Homem de 27 anos, vítima de acidente motociclístico, colisão moto x poste. EF: consciente, orientado e imobilizado em prancha rígida e colar cervical. FC = 110 bpm, PA = 90x60 mmHg, MV abolido no hemitórax esquerdo, abdômen globoso, doloroso à palpação de flanco e hipocôndrio esquerdo com presença de hematoma e discreta irritação peritoneal local. Realizou tomografia computadorizada do abdômen que evidenciou laceração esplênica de 3,0 cm de profundidade, com presença de líquido periesplênico e no espaço de Morrison. A próxima conduta médica adotada deverá ser:
Trauma torácico com MV abolido e instabilidade hemodinâmica → suspeitar de pneumotórax/hemotórax e realizar drenagem torácica.
O paciente apresenta sinais de trauma torácico grave (MV abolido à esquerda) e instabilidade hemodinâmica (PA 90x60 mmHg, FC 110 bpm). Embora haja lesão esplênica, a prioridade no trauma é sempre a avaliação e manejo das lesões que ameaçam a vida imediatamente, como um pneumotórax hipertensivo ou hemotórax maciço, que podem causar choque obstrutivo.
Em pacientes vítimas de trauma, a avaliação e o manejo seguem o protocolo ATLS, que prioriza o tratamento das lesões que ameaçam a vida. A instabilidade hemodinâmica (PA 90x60 mmHg, FC 110 bpm) e a abolição do murmúrio vesicular no hemitórax esquerdo sugerem uma lesão torácica grave, como um pneumotórax hipertensivo ou um hemotórax maciço, que podem levar a choque obstrutivo ou hipovolêmico, respectivamente. Apesar da laceração esplênica identificada na tomografia, a lesão torácica com comprometimento respiratório e hemodinâmico é uma emergência que deve ser abordada primeiro. Um pneumotórax hipertensivo, por exemplo, pode rapidamente levar à morte se não for descomprimido. A punção de alívio seguida de drenagem torácica em selo d'água é a conduta imediata para resolver essa condição. Após a estabilização da via aérea e da respiração, a circulação deve ser avaliada e tratada. A lesão esplênica, embora importante, pode ser manejada após a estabilização inicial do paciente, dependendo do grau de sangramento e da resposta à ressuscitação volêmica. A laparotomia exploradora seria uma opção para o trauma abdominal, mas apenas após a resolução das ameaças à vida mais iminentes.
A prioridade é seguir o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), focando na avaliação e manejo das vias aéreas (A), respiração (B), circulação (C), déficit neurológico (D) e exposição (E).
Suspeitar em caso de dispneia grave, dor torácica, MV abolido, desvio de traqueia, turgência jugular e instabilidade hemodinâmica. É uma emergência que requer descompressão imediata.
É indicada para tratar pneumotórax (simples ou hipertensivo após descompressão) e hemotórax, permitindo a reexpansão pulmonar e a drenagem de sangue ou ar da cavidade pleural.
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