HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2023
Homem, 22 anos, vítima de ferimento por arma de fogo em ombro esquerdo, trazido pelo SAMU em prancha com colar cervical. Chega ao PS com SatO₂ 93% em ar ambiente, pressão arterial 80/40 mmHg. Foi colocada máscara com 10L de oxigênio e na ausculta torácica os murmúrios vesiculares estão abolidos à esquerda e à percussão o paciente apresenta macicez. A conduta correta é:
O trauma torácico é uma causa frequente de morbimortalidade, e o hemotórax maciço é uma das lesões mais graves, caracterizado pelo acúmulo rápido de mais de 1500 mL de sangue na cavidade pleural ou perda contínua de 200 mL/hora por 2-4 horas. Ele compromete a ventilação e a hemodinâmica, levando a choque hipovolêmico e insuficiência respiratória. A suspeita de hemotórax maciço surge em pacientes traumatizados com sinais de choque (hipotensão, taquicardia, palidez), dispneia, e achados no exame físico como murmúrios vesiculares abolidos e macicez à percussão no hemitórax afetado. A fisiopatologia envolve sangramento de vasos sistêmicos ou pulmonares, muitas vezes de grandes vasos intercostais ou do parênquima pulmonar. A conduta inicial, conforme o ATLS, prioriza a estabilização hemodinâmica. Isso inclui a reposição volêmica agressiva com cristaloides aquecidos através de acessos venosos calibrosos, enquanto se prepara para a drenagem torácica de urgência com um dreno de grosso calibre no 5º espaço intercostal na linha axilar média. A toracotomia pode ser indicada se o sangramento persistir ou for maciço, ou se houver instabilidade hemodinâmica refratária.
Os sinais incluem dispneia, taquipneia, taquicardia, hipotensão (choque), diminuição ou abolição dos murmúrios vesiculares e macicez à percussão no lado afetado, indicando acúmulo significativo de sangue na cavidade pleural.
A conduta inicial envolve estabilização da via aérea e ventilação, seguida por reposição volêmica agressiva com cristaloides aquecidos através de acessos venosos calibrosos e, simultaneamente, a drenagem torácica de urgência para evacuar o sangue e descomprimir o pulmão.
O hemotórax maciço pode levar a uma perda sanguínea significativa para a cavidade pleural, resultando em choque hipovolêmico. A reposição volêmica é essencial para restaurar a perfusão tecidual e estabilizar o paciente enquanto a fonte do sangramento é controlada.
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