SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2024
Um paciente de 35 anos de idade foi levado ao hospital por uma ambulância após um acidente de trânsito de alta velocidade. O paciente estava dirigindo um veículo sem utilizar o cinto de segurança, quando colidiu frontalmente com outro carro. No local do acidente, ele foi encontrado preso às ferragens e retirado com a ajuda dos bombeiros. Ao exame físico, encontrava-se com temperatura = 36,8 °C, FC = 120 bpm, FR = 30 irpm, PA= 80 mmHg X 60 mmHg e SatO2 = 88% a.a. O paciente apresentava dispneia, deformidades no membro superior esquerdo, distensão abdominal e hematomas na face. A radiografia do tórax revelou múltiplas costelas fraturadas e um pneumotórax à esquerda. A tomografia computadorizada do abdome mostrou uma ruptura de baço e uma lesão no fígado.Com base nesse caso clínico, no que se refere à conduta inicial mais apropriada para esse paciente, assinale a alternativa correta.
Em politraumatizado com dispneia, hipotensão e pneumotórax, a drenagem torácica é prioritária para estabilização hemodinâmica e respiratória.
Em um paciente politraumatizado com sinais de choque e insuficiência respiratória, a prioridade é o manejo das lesões que ameaçam a vida imediatamente. O pneumotórax, especialmente se associado a múltiplas fraturas de costelas e instabilidade hemodinâmica, pode ser um pneumotórax hipertensivo ou aberto, exigindo descompressão urgente para restaurar a ventilação e oxigenação, e melhorar o retorno venoso.
O atendimento ao paciente politraumatizado segue a metodologia do ATLS (Advanced Trauma Life Support), que prioriza a identificação e o tratamento das lesões que ameaçam a vida. No trauma de alta energia, como acidentes automobilísticos sem cinto de segurança, lesões torácicas são comuns e podem ser rapidamente fatais se não abordadas. A avaliação primária (ABCDE) é fundamental para a estabilização inicial. Neste caso, o paciente apresenta sinais de choque (FC 120 bpm, PA 80x60 mmHg) e insuficiência respiratória (FR 30 irpm, SatO2 88%, dispneia), com múltiplas fraturas de costelas e pneumotórax à esquerda. O pneumotórax, especialmente se for hipertensivo, compromete gravemente a ventilação e o retorno venoso, levando à instabilidade hemodinâmica. A drenagem torácica fechada em selo d'água é a conduta mais apropriada para descomprimir o espaço pleural, restaurar a mecânica respiratória e estabilizar o paciente. Embora as lesões abdominais (ruptura de baço, lesão hepática) sejam graves e contribuam para o choque, o manejo do pneumotórax é uma prioridade imediata para garantir a oxigenação e a perfusão. Após a estabilização torácica e a ressuscitação volêmica com cristaloides e hemácias, as lesões abdominais podem ser abordadas, frequentemente com laparotomia exploratória. A broncoscopia e antibióticos de amplo espectro não são as condutas iniciais mais urgentes neste cenário.
Sinais incluem dispneia progressiva, taquicardia, hipotensão, desvio de traqueia contralateral, turgência jugular, hipersonoridade e abolição do murmúrio vesicular no lado afetado.
A conduta inicial para um pneumotórax que causa instabilidade hemodinâmica ou respiratória é a descompressão imediata, preferencialmente com drenagem torácica em selo d'água, ou toracocentese de alívio em emergências.
A drenagem torácica é prioritária porque o pneumotórax compromete a oxigenação e a hemodinâmica de forma mais aguda e imediata do que as lesões abdominais, que, embora graves, podem ser abordadas após a estabilização respiratória e circulatória inicial.
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