Trauma Torácico: Condutas Imediatas em Paciente Instável

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2024

Enunciado

VMJS, 19 anos, sexo masculino, chega ao serviço de pronto atendimento trazido por amigos, vítima de perfuração por arma branca no 6º espaço intercostal direito, com o seguinte exame físico: sonolento, pouco responsivo, taquidispneico, hipocorado (++/4+), FC 120bpm, FR 35 ipm, PA: 80x60mmHg .RCR, 2T, BNF, SSFAo (++/6+) MV abolidos em HTD, mantidos em HTE, s/RA. ABD plano, tenso, doloroso à palpação difusa, sem sinais de irritação peritonial. Abre os olhos ao estímuloso doloroso, emite sons incompreensíveis e realiza flexão ao estímuloso doloroso. Qual das condutas abaixo NÃO é necessária de imediato?

Alternativas

  1. A) Radiografia de tórax
  2. B) Drenagem torácica à direita
  3. C) Acessos venosos calibrosos
  4. D) Entubação orotraqueal
  5. E) Expansão volêmica com cristaloides

Pérola Clínica

Em trauma torácico com choque e MV abolidos, a radiografia de tórax NÃO é imediata; priorize estabilização e drenagem torácica.

Resumo-Chave

Em um paciente vítima de trauma torácico com sinais de choque e abolição de murmúrio vesicular, a prioridade é a estabilização hemodinâmica e respiratória, incluindo acessos venosos, expansão volêmica e drenagem torácica imediata, sem atrasar para realizar uma radiografia de tórax.

Contexto Educacional

O atendimento inicial ao paciente traumatizado segue os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS), que prioriza a identificação e tratamento de lesões que ameaçam a vida. Em casos de trauma torácico perfurante com sinais de choque e comprometimento respiratório, como abolição de murmúrio vesicular, a instabilidade hemodinâmica e respiratória exige intervenções imediatas e sequenciais. Condições como pneumotórax hipertensivo e hemotórax maciço são emergências que requerem tratamento imediato. O pneumotórax hipertensivo causa colapso pulmonar e desvio mediastinal, comprometendo o retorno venoso e a função cardíaca. O hemotórax maciço leva a choque hipovolêmico e comprometimento respiratório devido à perda sanguínea. Ambas as condições são diagnosticadas clinicamente e tratadas com drenagem torácica de urgência. Nesse cenário, a radiografia de tórax, embora útil para detalhar lesões, não deve atrasar as condutas salvadoras. A prioridade é estabelecer acessos venosos calibrosos, iniciar expansão volêmica com cristaloides para combater o choque e realizar a drenagem torácica para aliviar o pneumotórax ou hemotórax. A intubação orotraqueal pode ser necessária para garantir a via aérea e a ventilação adequada em pacientes com rebaixamento do nível de consciência ou insuficiência respiratória grave, sempre seguindo a avaliação primária do ATLS.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de um pneumotórax hipertensivo ou hemotórax maciço no trauma torácico?

Sinais incluem taquipneia, dispneia, hipotensão, taquicardia, desvio de traqueia (tardio no pneumotórax hipertensivo), abolição de murmúrio vesicular e macicez à percussão (hemotórax), indicando uma emergência.

Por que a radiografia de tórax não é imediata em um paciente instável com trauma torácico?

Em pacientes instáveis, a radiografia de tórax pode atrasar condutas que salvam vidas, como a drenagem torácica para pneumotórax hipertensivo ou hemotórax maciço, ou a expansão volêmica para choque. O diagnóstico e tratamento são clínicos e urgentes.

Qual a sequência de prioridades no atendimento inicial ao trauma (ATLS)?

A sequência é A (Via aérea com proteção cervical), B (Respiração e ventilação), C (Circulação e controle de hemorragias), D (Déficit neurológico) e E (Exposição/Controle ambiental), sempre reavaliando a cada etapa.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo