UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2023
Um homem de 22 anos, apresenta um ferimento por arma de fogo no hemitórax esquerdo e é transportado para um pequeno hospital comunitário, sem capacidade cirúrgica. No departamento de emergência, é realizada a drenagem do tórax, com débito de 700 ml de sangue. O centro de trauma aceita a transferência do paciente. Assim que o paciente é colocado na ambulância para a transferência, sua PA cai para 80/68 mmHg e sua FC aumenta para 136 bpm. O próximo passo deve ser:
Instabilidade hemodinâmica durante transferência de trauma → Reavaliar ABCDE e estabilizar antes de prosseguir.
A instabilidade hemodinâmica em um paciente traumatizado, mesmo após uma intervenção inicial, exige uma reavaliação completa da via aérea, respiração e circulação (ABCDE) para identificar e corrigir a causa antes de prosseguir com a transferência, garantindo a segurança do paciente.
Trauma torácico é uma causa significativa de morbimortalidade, especialmente em jovens. Ferimentos por arma de fogo podem causar hemotórax maciço, uma emergência que exige drenagem torácica imediata e reposição volêmica. A estabilização inicial é crucial para a sobrevida do paciente. A instabilidade hemodinâmica, como hipotensão e taquicardia, após uma intervenção inicial, indica que a causa do choque não foi totalmente controlada ou que novas complicações surgiram. A reavaliação primária (ABCDE) é fundamental para identificar rapidamente problemas como sangramento contínuo, pneumotórax hipertensivo ou tamponamento cardíaco, que podem se agravar durante o transporte. Em casos de instabilidade persistente, a prioridade é estabilizar o paciente antes de qualquer transferência. Isso pode envolver novas intervenções, como mais drenagens, reposição volêmica agressiva ou até mesmo uma toracotomia de emergência, se o hospital tiver capacidade. A transferência só deve ocorrer quando o paciente estiver o mais estável possível, ou se a intervenção definitiva necessária não puder ser realizada no local.
Os sinais incluem hipotensão (PA sistólica <90 mmHg), taquicardia (>120 bpm), taquipneia, alteração do nível de consciência e má perfusão periférica (tempo de enchimento capilar prolongado).
A avaliação primária é crucial para identificar e tratar imediatamente condições que ameaçam a vida, como obstrução de via aérea, pneumotórax hipertensivo, hemotórax maciço ou tamponamento cardíaco, garantindo a estabilidade mínima para a transferência.
A toracotomia de emergência é indicada em pacientes com trauma torácico penetrante que chegam em parada cardíaca com atividade elétrica sem pulso, ou com sangramento torácico maciço e persistente (>1500 ml inicial ou >200 ml/hora por 2-4 horas).
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