HNMD - Hospital Naval Marcílio Dias (RJ) — Prova 2025
Um paciente, vítima de atropelamento, deu entrada no pronto-socorro com dor lombar intensa, estável hemodinamicamente, saturação 98%. Realizada tomografia computadorizada de abdome, identificou-se hematoma em retroperitônio, com possível lesão renal. Quanto ao trauma do retroperitônio, é correto afirmar que:
Hematoma renal (zona 2) geralmente autolimitado; não exploração rotineira.
Hematomas na zona 2 do retroperitônio, onde se localizam os rins, são frequentemente autolimitados e não requerem exploração cirúrgica imediata, a menos que haja instabilidade hemodinâmica persistente, expansão ativa do hematoma ou lesão renal grave que exija intervenção específica. A conduta conservadora é a regra.
O trauma do retroperitônio é uma condição grave, muitas vezes associada a traumas de alta energia, como atropelamentos, e representa um desafio diagnóstico e terapêutico. A avaliação inicial e o manejo dependem da estabilidade hemodinâmica do paciente e da localização do hematoma, que é classicamente dividido em três zonas para guiar a conduta, um conhecimento fundamental para o residente de cirurgia. A Zona 1 (central) abrange a região periaórtica e peripancreática, contendo grandes vasos como a aorta e a veia cava, além do pâncreas e duodeno. Hematomas nesta zona são altamente suspeitos de lesões vasculares maiores e geralmente requerem exploração cirúrgica imediata. A Zona 2 (lateral) contém os rins e as glândulas adrenais. Hematomas renais são comuns em traumas e, na maioria das vezes, são autolimitados e podem ser manejados conservadoramente, especialmente se o paciente estiver hemodinamicamente estável e sem sinais de lesão grave. A Zona 3 (pélvica) envolve os vasos ilíacos e a bexiga. A decisão de explorar um hematoma retroperitoneal é crítica: enquanto a Zona 1 exige exploração, as Zonas 2 e 3 podem ser observadas se o paciente estiver estável, com monitoramento rigoroso. A manobra de Mattox é uma técnica cirúrgica para expor estruturas retroperitoneais esquerdas, enquanto a manobra de Kocher é usada para expor o duodeno e a cabeça do pâncreas à direita, sendo essenciais para o controle de danos em situações de trauma grave.
O retroperitônio é dividido em três zonas: Zona 1 (central), que contém aorta, veia cava, pâncreas e duodeno; Zona 2 (lateral), com os rins e adrenais; e Zona 3 (pélvica), com vasos ilíacos e bexiga, sendo essa divisão crucial para a avaliação do trauma.
Hematomas na Zona 1 (central) devem ser explorados devido ao alto risco de lesão de grandes vasos e órgãos vitais. Hematomas nas Zonas 2 (renal) e 3 (pélvica) são frequentemente observados e manejados conservadoramente, a menos que haja instabilidade hemodinâmica ou expansão ativa.
A manobra de Mattox é uma técnica cirúrgica que envolve a mobilização medial do cólon esquerdo, baço e cauda do pâncreas para expor a aorta abdominal e vasos renais esquerdos. É utilizada para controle de hemorragia em trauma de grandes vasos retroperitoneais esquerdos, permitindo acesso e reparo.
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