SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
No trauma de reto extraperitoneal extenso por empalamento em um paciente hemodinamicamente estável, a melhor conduta cirúrgica no atendimento de urgência é:
Trauma de reto extraperitoneal extenso → Colostomia de derivação (derivação fecal).
No trauma retal extraperitoneal grave, a prioridade é o desvio do trânsito fecal para prevenir sepse pélvica e facilitar a cicatrização, independentemente da estabilidade hemodinâmica.
O trauma retal por empalamento frequentemente envolve mecanismos de alta energia ou objetos empalados que causam lacerações extensas e contaminação profunda. A estabilidade hemodinâmica permite uma abordagem sistemática, mas a complexidade da anatomia pélvica torna a rafia primária do reto extraperitoneal tecnicamente desafiadora e arriscada. A colostomia protege o paciente de complicações infecciosas graves que ocorrem quando as fezes extravasam para os espaços fasciais da pelve.
A colostomia de derivação (geralmente em alça ou tipo Hartmann) é o padrão-ouro para lesões extraperitoneais extensas porque o reto extraperitoneal é de difícil acesso cirúrgico para rafia primária segura e não possui serosa, o que predispõe a deiscências. A derivação fecal impede a contaminação contínua do espaço perirretal e pré-sacral, reduzindo drasticamente a incidência de sepse pélvica e fasciíte necrotizante, complicações temidas nesse tipo de trauma.
Historicamente, o tratamento do trauma retal baseava-se nos '4 Ds': Desbridamento, Derivação, Drenagem pré-sacral e Distal washout (lavagem). No entanto, estudos recentes e diretrizes como as da AAST e WSES mostram que a lavagem distal e a drenagem pré-sacral não reduzem a taxa de infecção e podem ser omitidas. A derivação fecal (colostomia) continua sendo o componente mais crítico para lesões complexas ou extensas.
Lesões do reto intraperitoneal são tratadas de forma semelhante às lesões de cólon: em pacientes estáveis e sem contaminação grosseira, a rafia primária ou ressecção com anastomose primária é preferível. Já no reto extraperitoneal, devido à localização anatômica e dificuldade técnica de sutura, a derivação fecal (colostomia) é a conduta mais segura para evitar complicações infecciosas retroperitoneais.
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