HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Paciente masculino de 54 anos vai ao pronto-socorro por dor abdominal intensa e distensão abdominal. Conta que um colega de trabalho inseriu uma mangueira de ar comprimido no seu ânus "por cima da calça". Ao exame físico estava ansioso. FC: 110 bpm, eupneico, PA: 120 x 70 mmHg. Abdome distendido, timpânico e doloroso (nota 8 de 10). Toque retal sem alterações. Exames laboratoriais: Hemoglobina: 14,8 g/dL. Leucograma: 6.590/mm³, Plaquetas: 230.000/mm³, PCR: 12 mg/L. INR: 1,08. Foi solicitada tomografia de abdome abaixo mostrada. Neste caso, a conduta adequada, dentre as abaixo é:
Trauma retal por ar comprimido → alta suspeita de perfuração intestinal → emergência cirúrgica (laparotomia).
A inserção de ar comprimido no ânus pode causar lesões graves no trato gastrointestinal, incluindo perfuração intestinal e pneumoperitônio, devido à alta pressão. A dor intensa, distensão abdominal e taquicardia são sinais de alarme que exigem intervenção cirúrgica imediata para evitar complicações graves como sepse.
O trauma retal por ar comprimido é uma lesão grave e incomum, geralmente resultante de acidentes ou agressões. A alta pressão do ar pode causar ruptura da parede intestinal, levando a perfuração, pneumoperitônio e contaminação da cavidade abdominal. A apresentação clínica é de um abdome agudo perfurativo, com dor abdominal intensa, distensão, timpanismo e sinais de irritação peritoneal, além de taquicardia e ansiedade. A avaliação inicial deve ser rápida e focada na estabilização do paciente. Embora exames laboratoriais possam não mostrar alterações significativas de imediato, a tomografia de abdome é crucial para confirmar a presença de ar livre na cavidade ou retroperitônio e identificar a extensão da lesão. O toque retal pode ser normal, mas não exclui perfuração alta. Diante da alta suspeita de perfuração intestinal, a conduta adequada é a laparotomia exploradora de emergência. O objetivo é identificar e reparar a lesão, realizar lavagem da cavidade abdominal e, se necessário, criar uma ostomia de descompressão. Condutas conservadoras, como a inserção de sondas, são contraindicadas e podem atrasar a intervenção cirúrgica salvadora, aumentando o risco de sepse e mortalidade. O residente deve estar apto a reconhecer essa emergência e indicar a cirurgia prontamente.
Os sinais incluem dor abdominal intensa e difusa, distensão abdominal progressiva, timpanismo, taquicardia, e sinais de peritonite. A presença de pneumoperitônio em exames de imagem confirma a perfuração.
A laparotomia exploradora é necessária para identificar e reparar a lesão intestinal, controlar a contaminação da cavidade abdominal, prevenir sepse e avaliar a extensão do dano causado pela alta pressão do ar.
A tomografia computadorizada de abdome e pelve é o exame de imagem de escolha, pois pode identificar pneumoperitônio, ar retroperitoneal, líquido livre e a extensão da lesão intestinal, guiando a conduta cirúrgica.
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