UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Paciente de 22 anos, vítima de acidente motociclístico, dá entrada no pronto-socorro com Glasgow = 15. Está estável hemodinamicamente e apresenta hematúria e extenso hematoma em região lombar esquerda. Realiza uma tomografia computadorizada do abdome que revela hematoma não expansivo perirrenal com laceração de 0,8 cm do córtex renal esquerda sem extravasamento de urina. O grau da lesão descrita e seu adequado tratamento são, respectivamente,
Trauma renal grau II = hematoma perirrenal não expansivo + laceração cortical < 1 cm sem extravasamento → Tratamento conservador.
O trauma renal é classificado pela escala da AAST. Uma laceração cortical menor que 1 cm sem extravasamento urinário e um hematoma perirrenal não expansivo caracterizam uma lesão grau II, que geralmente é manejada de forma conservadora.
O trauma renal é a lesão urológica mais comum em traumas abdominais, sendo frequentemente associado a acidentes automobilísticos e motociclísticos. A avaliação inicial de um paciente com trauma renal deve seguir os princípios do ATLS, focando na estabilização hemodinâmica. A hematúria é um sinal comum, mas sua ausência não exclui lesão renal significativa. A classificação do trauma renal é feita pela American Association for the Surgery of Trauma (AAST) e é crucial para guiar o tratamento. As lesões são graduadas de I a V, baseando-se na extensão do dano ao parênquima, sistema coletor e vasos. Lesões Grau I e II são consideradas de baixo grau, enquanto Grau III, IV e V são de alto grau. A tomografia computadorizada (TC) com contraste é o exame de imagem de escolha para o estadiamento preciso. A maioria dos traumas renais contusos (cerca de 85-90%) pode ser manejada de forma conservadora, especialmente as lesões de Grau I e II, desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável. O tratamento conservador envolve repouso no leito, monitorização rigorosa dos sinais vitais, hemoglobina e exames de imagem seriados. Intervenções cirúrgicas, como nefrectomia parcial ou total, são reservadas para lesões de alto grau, instabilidade hemodinâmica persistente ou complicações como extravasamento urinário significativo e lesões vasculares.
Grau II inclui hematoma perirrenal não expansivo confinado ao retroperitônio e laceração cortical com profundidade menor que 1 cm, sem extravasamento urinário.
O tratamento conservador é indicado para a maioria das lesões de baixo grau (I, II e algumas III), desde que o paciente esteja hemodinamicamente estável e não haja extravasamento urinário significativo ou lesões vasculares graves.
A tomografia computadorizada (TC) com contraste é o padrão-ouro para estadiar o trauma renal, avaliar a extensão da lesão, a presença de hematomas e extravasamento urinário.
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