UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2015
Sobre o tratamento cirúrgico do trauma renal, é CORRETO afirmar:
Trauma renal com trombose de artéria renal → revascularização para tentar salvar o rim.
No trauma renal, a trombose da artéria renal é uma lesão grave que pode levar à perda da função renal. A revascularização precoce é a conduta correta para tentar preservar o rim, embora a taxa de sucesso seja variável e dependa da isquemia. Outras opções como nefrectomia são consideradas se a revascularização não for viável ou em casos de lesão extensa.
O trauma renal é a lesão urológica mais comum, frequentemente associado a traumas contusos (acidentes automobilísticos, quedas) ou penetrantes (ferimentos por arma branca/fogo). A classificação da lesão renal (AAST) guia o manejo, que pode ser conservador na maioria dos casos (graus I-III) ou cirúrgico em lesões mais graves (graus IV-V) ou instabilidade hemodinâmica. A fisiopatologia envolve desde contusões e lacerações parenquimatosas até lesões vasculares graves. A trombose da artéria renal, uma lesão de alto grau (geralmente grau IV), é uma emergência cirúrgica. A revascularização precoce é a conduta correta para tentar salvar o rim, embora o tempo de isquemia seja crítico para o sucesso. Outras indicações cirúrgicas incluem sangramento incontrolável, lesões do pedículo renal, lacerações renais extensas com fragmentos desvitalizados e extravasamento urinário significativo com urinoma em expansão ou infecção. O tratamento cirúrgico visa controlar o sangramento, reparar as lesões e preservar a função renal. A via transabdominal é frequentemente utilizada para controle vascular proximal. O reparo de vias excretoras deve ser feito com fios absorvíveis para evitar formação de cálculos. O prognóstico depende da gravidade da lesão e da rapidez e eficácia do tratamento.
A conduta para trombose da artéria renal em trauma é a revascularização precoce, que pode ser realizada por cirurgia aberta ou endovascular, visando restaurar o fluxo sanguíneo e preservar a função renal.
Não, pequenos extravasamentos urinários podem ser manejados conservadoramente com drenagem percutânea e/ou colocação de stent ureteral. A exploração cirúrgica é reservada para extravasamentos grandes, persistentes ou associados a lesões vasculares graves.
O acesso transabdominal é frequentemente preferido para a exploração de trauma renal grave, pois permite uma avaliação completa da cavidade abdominal e controle vascular proximal do pedículo renal antes de abordar o rim lesionado.
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