UFG/HC - Hospital das Clínicas da UFG - Goiânia (GO) — Prova 2020
Vários estudos demonstraram que a taxa de nefrectomia em pacientes com lesões renais traumáticas foi maior com a exploração cirúrgica do que com o manejo não operatório. Entretanto, a intervenção cirúrgica se torna obrigatória se houver
Trauma renal: cirurgia obrigatória se instabilidade hemodinâmica por sangramento ativo ou hematoma retroperitoneal em expansão/pulsátil.
A maioria dos traumas renais pode ser manejada de forma não operatória. A intervenção cirúrgica é reservada para casos de instabilidade hemodinâmica persistente devido a sangramento ativo, que não pode ser controlado por métodos menos invasivos como a embolização.
O trauma renal é uma condição comum em pacientes vítimas de trauma abdominal ou lombar, sendo a maioria das lesões de baixo grau e passíveis de manejo conservador. A abordagem não operatória tem se mostrado segura e eficaz, com taxas de nefrectomia significativamente menores em comparação com a exploração cirúrgica rotineira. A decisão de intervir cirurgicamente é complexa e deve ser guiada por critérios bem estabelecidos para evitar morbidade desnecessária. A indicação primária para exploração cirúrgica em trauma renal é a instabilidade hemodinâmica persistente, que não responde à ressuscitação volêmica adequada e é atribuída ao sangramento renal. Outros sinais de sangramento ativo e significativo incluem hematoma retroperitoneal em expansão ou pulsátil, e a falha da embolização vascular seletiva em controlar a hemorragia. Lesões de alto grau (IV e V) em pacientes estáveis são frequentemente manejadas conservadoramente, com monitorização rigorosa. Para residentes, é crucial diferenciar entre lesões que exigem intervenção imediata e aquelas que podem ser observadas. A avaliação inicial da estabilidade hemodinâmica é paramount. O conhecimento das opções de manejo, incluindo a embolização angiográfica, é vital para otimizar os resultados e preservar a função renal. A exploração cirúrgica deve ser uma decisão ponderada, considerando os riscos e benefícios para o paciente.
A principal indicação é a instabilidade hemodinâmica persistente devido a sangramento renal ativo, hematoma retroperitoneal em expansão ou pulsátil, ou incapacidade de controlar a hemorragia por embolização.
Sim, o manejo não operatório é a abordagem preferencial para a maioria das lesões renais traumáticas, especialmente em pacientes hemodinamicamente estáveis, independentemente do grau da lesão.
A embolização é uma técnica minimamente invasiva importante para controlar sangramentos persistentes ou retardados em pacientes estáveis, evitando a necessidade de cirurgia aberta.
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