UNIATENAS - Centro Universitário Atenas (MG) — Prova 2024
Paciente de 25 anos, é admitido no pronto socorro, vítima de ferimento por arma branca em flanco esquerdo. Apresenta-se com vias aéreas pérvias, estável hemodinamicamente, consciente e orientado. Visualiza-se a sonda vesical de demora com conteúdo hemático. Foi submetido a tomografia de abdome que revelou a presença de blush em artéria renal segmentar esquerda. Considerando o caso descrito e a imagem abaixo, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a conduta.
Trauma renal com blush ativo e estabilidade hemodinâmica → Arteriografia com embolização.
Em pacientes com trauma renal e estabilidade hemodinâmica, a presença de "blush" na tomografia indica sangramento ativo. Nesses casos, a arteriografia com embolização é a conduta de escolha para controlar a hemorragia de forma minimamente invasiva, preservando o parênquima renal.
O trauma renal é uma lesão comum em traumas abdominais, podendo variar de contusões leves a lacerações graves. A avaliação inicial do paciente traumatizado deve seguir os princípios do ATLS, com foco na estabilização hemodinâmica. Ferimentos por arma branca no flanco esquerdo levantam a suspeita de lesão de órgãos retroperitoneais, incluindo o rim. A presença de hematúria macroscópica na sonda vesical é um forte indicativo de lesão do trato urinário. A tomografia computadorizada com contraste é o exame de imagem de escolha para avaliar a extensão da lesão renal e identificar sangramentos ativos. O achado de "blush" em artéria renal segmentar é patognomônico de extravasamento de contraste, indicando uma hemorragia ativa. A fisiopatologia envolve a ruptura de vasos sanguíneos intrarrenais ou perirrenais devido à energia do trauma. A conduta para trauma renal depende da estabilidade hemodinâmica do paciente e do grau da lesão. Em pacientes hemodinamicamente estáveis com sangramento ativo (blush), a arteriografia com embolização é a abordagem preferencial. Este procedimento minimamente invasivo permite oclusão seletiva do vaso sangrante, preservando o máximo de parênquima renal. A laparotomia exploradora e nefrectomia são reservadas para instabilidade hemodinâmica refratária ou lesões complexas que não podem ser controladas por embolização. O prognóstico é geralmente bom com o manejo adequado, com foco na preservação da função renal.
"Blush" na tomografia indica extravasamento ativo de contraste, sugerindo sangramento em curso. No contexto de trauma renal, aponta para uma lesão vascular que requer intervenção.
A embolização arterial é indicada para pacientes hemodinamicamente estáveis com evidência de sangramento ativo (blush, pseudoaneurisma, fístula arteriovenosa) em lesões renais de alto grau, visando controlar a hemorragia e preservar o rim.
As lesões renais são classificadas de I a V pela AAST. Lesões de alto grau (III-V), especialmente com sangramento ativo, podem necessitar de intervenção, sendo a embolização uma opção para lesões vasculares em pacientes estáveis.
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