UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Mulher de 28 anos sofre trauma contuso em um acidente automobilístico. TC de abdome: laceração renal de grau III. A conduta é:
Trauma renal estável (Graus I-IV) → Conduta conservadora (observação).
A maioria das lesões renais por trauma contuso, incluindo o Grau III, é manejada de forma não operatória em pacientes hemodinamicamente estáveis, priorizando a preservação do órgão.
O manejo do trauma renal evoluiu significativamente para a preservação do parênquima. Atualmente, mais de 90% dos traumas renais contusos são tratados de forma conservadora. A classificação da AAST (American Association for the Surgery of Trauma) guia a conduta, mas o estado clínico é o fator determinante. Para lesões de Grau III, o protocolo padrão envolve repouso absoluto, monitorização rigorosa de sinais vitais e queda do hematócrito. A repetição de exames de imagem só é necessária se houver febre, dor persistente ou queda inexplicável da hemoglobina, visando detectar complicações tardias como urinomas ou fístulas arteriovenosas.
O Grau III é caracterizado por uma laceração cortical renal com mais de 1 cm de profundidade, mas sem evidência de extravasamento urinário ou lesão do sistema coletor (pelve renal ou cálices).
As indicações absolutas para cirurgia (nefrectomia ou reparo) são a instabilidade hemodinâmica persistente apesar da ressuscitação e a presença de um hematoma perirrenal pulsátil ou em expansão identificado durante uma laparotomia por outras causas.
A embolização angiográfica é indicada em pacientes estáveis que apresentam sinais de sangramento ativo (extravasamento de contraste) na tomografia computadorizada, sendo uma alternativa eficaz para evitar a cirurgia aberta.
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