Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021
Paciente vítima de queda de 2 metros de altura contundido região de flanco esquerdo contra o solo. Durante investigação radiológica, foi evidenciada na TC de abdome com contraste, uma lesão traumática de terço médio de rim esquerdo de 2,0 cm, sistema coletor íntegro associado a hematoma perirrenal não expansível confinado ao retroperitôneo. De acordo com a literatura e a American Association for Surgery of Trauma (AAST) - classificação do trauma renal pode-se afirmar:
Trauma renal de baixo grau (AAST I-III) com sistema coletor íntegro → Tratamento conservador não cirúrgico.
O caso descreve um trauma renal de terço médio de 2,0 cm com sistema coletor íntegro e hematoma perirrenal não expansível. Pela classificação AAST, isso corresponde a uma lesão grau II. Lesões de baixo grau (I, II, III) são rotineiramente tratadas de forma não cirúrgica, com monitoramento rigoroso.
O trauma renal é a lesão urológica mais comum em traumas abdominais e de flanco, sendo frequentemente associado a acidentes automobilísticos, quedas e agressões. A avaliação inicial de um paciente com trauma renal deve seguir os princípios do ATLS, focando na estabilização hemodinâmica. A tomografia computadorizada com contraste é o exame de imagem de escolha para classificar a lesão e guiar a conduta. A American Association for the Surgery of Trauma (AAST) desenvolveu uma classificação de graus (I a V) para o trauma renal, que é amplamente utilizada para determinar o manejo. Lesões de baixo grau (I, II e III) geralmente envolvem contusões, lacerações corticais superficiais ou profundas sem envolvimento do sistema coletor ou lesão vascular significativa. Lesões de alto grau (IV e V) incluem lacerações que se estendem ao sistema coletor, lesões vasculares do pedículo renal ou rim avulsionado. O tratamento do trauma renal evoluiu significativamente, com a maioria das lesões (graus I a III) sendo manejadas de forma conservadora, com repouso, hidratação e monitoramento rigoroso da função renal e da estabilidade hemodinâmica. A cirurgia é reservada para casos de instabilidade hemodinâmica persistente, lesão do pedículo renal, extravasamento urinário significativo ou lesões de alto grau com complicações. A urografia excretora tem papel limitado na avaliação aguda, sendo a TC com contraste superior. A drenagem percutânea de hematomas é raramente indicada, a menos que haja infecção ou expansão significativa.
A AAST classifica o trauma renal em graus de I a V, baseando-se na extensão da lesão do parênquima, envolvimento do sistema coletor, presença de hematoma e lesão vascular. O grau II, como no caso, envolve laceração cortical < 1 cm sem extravasamento urinário.
A cirurgia é indicada em casos de instabilidade hemodinâmica persistente, lesão vascular renal (pedículo), extravasamento urinário significativo ou lesão do sistema coletor que não pode ser manejada conservadoramente, e lesões de alto grau (IV e V) com complicações.
Um sistema coletor íntegro é crucial para o manejo conservador, pois sua lesão pode levar a extravasamento urinário, urinoma e infecção, frequentemente exigindo intervenção (drenagem, stent ou cirurgia).
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