INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2022
Ambulância de suporte básico de vida foi acionada para atender vítima de colisão de automóvel contra motocicleta em autoestrada. Chegando ao local, o socorrista encontrou o motorista da moto, que estava com capacete fechado, em decúbito ventral e imóvel no acostamento.Em relação à estabilização da coluna vertebral da vítima no local do acidente, qual é a melhor ordem de procedimentos a ser adotada?
Trauma cervical com capacete → Retirar capacete, rolar em bloco, colocar colar cervical.
Em vítimas de trauma com suspeita de lesão na coluna cervical e uso de capacete, a sequência correta de imobilização é vital. Primeiro, o capacete deve ser removido para permitir o acesso à via aérea e avaliação da cabeça/pescoço. Em seguida, o paciente é rolado em bloco para decúbito dorsal, mantendo o alinhamento da coluna, e só então o colar cervical é aplicado para imobilização definitiva.
O manejo de vítimas de trauma com suspeita de lesão na coluna vertebral, especialmente no ambiente pré-hospitalar, exige uma sequência de procedimentos rigorosa para minimizar o risco de lesões secundárias. A estabilização da coluna cervical é uma prioridade no atendimento inicial, conforme preconizado por protocolos como o ATLS (Advanced Trauma Life Support). A presença de capacete adiciona uma etapa específica a essa sequência. A fisiopatologia de uma lesão medular pode ser agravada por movimentos inadequados durante o resgate e transporte. Portanto, a imobilização deve ser realizada com o máximo cuidado. Em pacientes com capacete, a remoção deste é o primeiro passo, realizada por dois socorristas para manter a estabilização manual da coluna cervical. Após a remoção do capacete, o paciente é rolado em bloco para a posição supina, mantendo o alinhamento da coluna. Somente após a remoção do capacete e o rolamento em bloco, o colar cervical pode ser aplicado de forma correta e eficaz para imobilização. Essa sequência garante o acesso à via aérea, a avaliação completa do paciente e a imobilização adequada, prevenindo o agravamento de potenciais lesões. O conhecimento e a prática desses procedimentos são fundamentais para a segurança do paciente e a competência do residente em emergências.
A retirada do capacete é crucial para permitir o acesso à via aérea, avaliar o crânio e a face, e possibilitar a imobilização adequada da coluna cervical com o colar.
O rolamento em bloco deve ser feito por múltiplos socorristas, mantendo a cabeça, pescoço e tronco em alinhamento neutro e simultâneo, como uma unidade, para evitar movimentos rotacionais ou de flexão/extensão.
O colar cervical é um dispositivo de imobilização temporária que ajuda a limitar os movimentos da coluna cervical, prevenindo lesões secundárias em pacientes com suspeita de trauma raquimedular.
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