Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2019
As lesões espinhais, com ou sem déficit neurológico, devem ser sempre consideradas em doentes vítimas de traumas múltiplos. Assinale a alternativa INCORRETA.
Lesões de coluna cervical em crianças são raras (< 1-3% dos traumas pediátricos), mas graves; sempre suspeitar em trauma de alta energia.
A alternativa D está incorreta. Lesões da coluna cervical em crianças são eventos relativamente raros, ocorrendo em menos de 1-3% dos traumas pediátricos, e não em 15%. No entanto, quando ocorrem, são frequentemente graves. As outras alternativas são corretas: fraturas de coluna não contíguas são comuns (cerca de 10%), a piora neurológica pós-chegada à emergência pode ocorrer (5%), e a estabilização sistêmica precede a avaliação detalhada da coluna em pacientes instáveis, desde que a imobilização seja mantida.
O trauma raquimedular (TRM) é uma condição devastadora que pode resultar em déficits neurológicos permanentes. Em vítimas de traumas múltiplos, a suspeita de lesão espinhal deve ser sempre alta, e a imobilização adequada da coluna é uma prioridade no atendimento pré-hospitalar e na sala de emergência para prevenir lesões secundárias. A avaliação inicial de um paciente traumatizado segue o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), priorizando a estabilização das vias aéreas, respiração e circulação. Em pacientes hemodinamicamente instáveis ou com insuficiência respiratória, a avaliação detalhada da coluna pode ser adiada, desde que a imobilização cervical seja mantida rigorosamente. É um erro comum pensar que a ausência de déficit neurológico inicial exclui lesão espinhal, pois a piora neurológica pode ocorrer após a chegada ao hospital em uma porcentagem significativa de casos. É importante ressaltar que fraturas vertebrais não contíguas são uma ocorrência notável, com cerca de 10% dos pacientes com fratura cervical apresentando outra fratura em um nível diferente da coluna. Em crianças, as lesões de coluna cervical são raras (menos de 1-3% dos traumas pediátricos), mas quando ocorrem, são frequentemente graves e podem apresentar particularidades como a SCIWORA (lesão medular sem anormalidade radiográfica), devido à maior elasticidade da coluna pediátrica. Portanto, a vigilância e a imobilização são cruciais em todas as faixas etárias.
A imobilização da coluna é crucial para prevenir lesões medulares secundárias ou piora de lesões existentes, especialmente em pacientes com alto risco de trauma raquimedular, até que a coluna seja liberada.
Sim, aproximadamente 10% dos pacientes com fratura de coluna cervical apresentam uma segunda fratura vertebral não contígua, o que reforça a necessidade de avaliação completa da coluna.
Em crianças, as lesões cervicais são mais raras, mas a instabilidade ligamentar e a imaturidade óssea as tornam mais suscetíveis a lesões medulares sem evidência radiográfica de fratura (SCIWORA - Spinal Cord Injury Without Radiographic Abnormality).
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