Trauma Raquimedular: Avaliação Neurológica e Reflexos Chave

SMS São José dos Pinhais - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2015

Enunciado

A lesão da medula espinhal ocorre em cerca de 15 a 20% das fraturas da coluna vertebral. Sobre o trauma raquimedular (TRM) é correto afirmar:

Alternativas

  1. A) O profissional verifica que a localização do segmento da medula espinhal está na mesma altura do segmento ósseo vertebral.
  2. B) O reflexo bulbo cavernoso é obtido por meio de estimulação do pênis ou do clitóris desencadeando atonia do esfíncter anal. 
  3. C) As radiografias dinâmicas (hiperflexão e hiperextensão) da coluna são indicadas para pacientes inconscientes.
  4. D) A síndrome de Brown-Séquard apresenta acometimento dos membros superiores mais acentuado do que o dos inferiores. 
  5. E) Os reflexos tendíneos dos membros superiores de maior importância clínica são bicipital (C5), estilorradial (C6) e tricipital (C7).

Pérola Clínica

TRM: Reflexos bicipital (C5), estilorradial (C6), tricipital (C7) são cruciais na avaliação.

Resumo-Chave

A avaliação neurológica no trauma raquimedular é complexa e exige conhecimento detalhado dos níveis medulares e seus reflexos. O reflexo bulbocavernoso, por exemplo, indica a integridade do arco reflexo sacral e é importante para determinar o fim do choque medular. A localização da medula não coincide com a vertebral devido ao crescimento diferencial.

Contexto Educacional

O Trauma Raquimedular (TRM) é uma condição devastadora que afeta a medula espinhal, resultando em déficits neurológicos variáveis e impactando profundamente a qualidade de vida dos pacientes. A incidência de lesão medular em fraturas da coluna vertebral é significativa, tornando o diagnóstico e manejo precoces cruciais. A avaliação neurológica detalhada, incluindo a pesquisa de reflexos e a identificação de síndromes medulares específicas, é fundamental para determinar o nível e a extensão da lesão. A anatomia da medula espinhal e sua relação com os segmentos vertebrais é um ponto de atenção, pois a medula termina em L1-L2 no adulto, e os segmentos medulares não correspondem diretamente aos vertebrais abaixo de C7. O reflexo bulbocavernoso é um marcador importante para diferenciar o choque medular da lesão medular completa, indicando o retorno da função reflexa sacral. As radiografias dinâmicas, embora úteis em pacientes conscientes e cooperativos, são perigosas em pacientes inconscientes devido ao risco de mobilização de uma coluna instável. As síndromes medulares, como a de Brown-Séquard (hemissecção medular com déficits ipsilaterais motores e proprioceptivos e contralaterais de dor e temperatura) e outras, apresentam padrões de déficits neurológicos distintos que auxiliam na localização da lesão. O conhecimento dos níveis dos reflexos tendíneos profundos, como bicipital (C5), estilorradial (C6) e tricipital (C7), é indispensável para a avaliação clínica e para a preparação para provas de residência.

Perguntas Frequentes

Como o reflexo bulbocavernoso é avaliado e qual sua importância no TRM?

O reflexo bulbocavernoso é avaliado pela contração do esfíncter anal externo em resposta à compressão da glande peniana ou clitóris. Sua presença indica a integridade do arco reflexo sacral (S2-S4) e marca o fim do choque medular, permitindo uma avaliação mais precisa do nível da lesão.

Por que as radiografias dinâmicas da coluna são contraindicadas em pacientes inconscientes com TRM?

As radiografias dinâmicas (hiperflexão e hiperextensão) são contraindicadas em pacientes inconscientes ou não cooperativos, pois não é possível avaliar a dor ou a presença de déficits neurológicos durante o movimento, aumentando o risco de agravar uma lesão instável da coluna vertebral.

Quais são os reflexos tendíneos dos membros superiores de maior importância clínica no TRM?

Os reflexos tendíneos dos membros superiores de maior importância clínica para localizar lesões medulares são o bicipital (C5), estilorradial (C6) e tricipital (C7), pois cada um corresponde a um nível medular específico.

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