Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024
Um paciente de 40 anos, vítima em acidente de trânsito, é transferido para emergência, devido a trauma raquimedular. Estável, tem nível sensitivo em T11 muita dor referida. Escoriações e hematomas, em relação a prancha rígida deve ser:
Prancha rígida deve ser removida o mais rápido possível após estabilização e imobilização alternativa.
A prancha rígida é para transporte e deve ser removida prontamente na emergência para evitar complicações como úlceras de pressão e dor, mantendo-se a imobilização da coluna com outros métodos (colar cervical, coxins laterais).
O manejo inicial do paciente com trauma raquimedular é crítico para prevenir lesões secundárias e otimizar o prognóstico. A imobilização da coluna vertebral, frequentemente realizada com prancha rígida e colar cervical no local do acidente e durante o transporte, é uma medida fundamental para evitar o agravamento de uma possível lesão medular. No entanto, a prancha rígida, embora eficaz para o transporte, não é adequada para imobilização prolongada. Ao chegar à emergência, após a avaliação primária e estabilização do paciente, a prancha rígida deve ser prontamente removida. A manutenção prolongada na prancha rígida acarreta riscos significativos, como o desenvolvimento rápido de úlceras de pressão, aumento da dor e desconforto, e dificuldade para realizar um exame físico completo e exames de imagem. A remoção deve ser feita com técnica de rolamento em bloco, mantendo a coluna alinhada, e o paciente deve ser transferido para uma superfície mais confortável, como uma maca acolchoada. Mesmo após a remoção da prancha, a imobilização da coluna deve ser mantida com colar cervical e coxins laterais até que a integridade da coluna seja completamente avaliada por exames de imagem (radiografias, tomografia computadorizada) e por um especialista (ortopedista ou neurocirurgião). Para residentes, é crucial entender que a prancha rígida é um dispositivo de transporte e não de tratamento prolongado, e sua remoção precoce é parte integrante do manejo de qualidade do trauma.
A prancha rígida é projetada para transporte seguro, mas seu uso prolongado na emergência pode causar úlceras de pressão, dor e desconforto, além de dificultar o exame físico completo.
Após a remoção da prancha, o paciente deve ser mantido com imobilização adequada da coluna, geralmente com colar cervical e coxins laterais, até que a estabilidade da coluna seja confirmada por exames de imagem e avaliação ortopédica/neurocirúrgica.
Os principais riscos incluem o desenvolvimento rápido de úlceras de pressão, especialmente em regiões sacral e occipital, aumento da dor, comprometimento respiratório e dificuldade de acesso para exames e procedimentos.
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