UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Raimundo, 44 anos, vítima de capotamento. Trazido por terceiros, sem prancha rígida, sem imobilização cervical, inconsciente, com SaO2: 88% em ar ambiente, FR: 24 ipm, FC: 116 bpm, PA: 80X40 mmHg, Glasgow: 9. Assinale a alternativa que mostra a primeira medida a ser tomada:
Vítima de trauma com mecanismo de alto impacto e inconsciente → prioridade é imobilização cervical.
Em vítimas de trauma com mecanismo de alto impacto e alteração do nível de consciência (Glasgow 9), a proteção da coluna cervical é a primeira e mais crucial medida, mesmo antes da avaliação do ABCDE, para prevenir lesões secundárias à medula espinhal.
O atendimento inicial ao paciente traumatizado segue os princípios do Advanced Trauma Life Support (ATLS), que enfatiza uma abordagem sistemática para identificar e tratar lesões com risco de vida. No entanto, antes mesmo da avaliação do ABCDE (Via Aérea, Respiração, Circulação, Disfunção Neurológica, Exposição), a proteção da coluna cervical é uma prioridade absoluta em pacientes com mecanismo de trauma de alto impacto ou alteração do nível de consciência. A suspeita de trauma raquimedular é alta em vítimas de capotamento e pacientes inconscientes. Uma lesão medular não identificada ou agravada por movimentos inadequados pode levar a sequelas neurológicas permanentes. Portanto, a imobilização cervical com colar cervical e restrição de movimento na prancha rígida é a primeira medida a ser tomada para evitar danos secundários à medula espinhal. Após a imobilização cervical, a avaliação primária (ABCDE) é iniciada. A via aérea deve ser avaliada e protegida (cânula orofaríngea, entubação orotraqueal se necessário, como no caso de Glasgow 9), a respiração e circulação devem ser estabilizadas (acessos venosos, reposição volêmica para choque). No entanto, a segurança da coluna cervical precede essas intervenções para evitar agravar uma lesão potencialmente devastadora.
A imobilização cervical é a primeira medida para prevenir ou minimizar o risco de lesão secundária à medula espinhal em pacientes com suspeita de trauma raquimedular, especialmente aqueles com mecanismo de trauma de alto impacto ou alteração do nível de consciência.
A imobilização cervical adequada envolve o uso de colar cervical rígido, coxins laterais (blocos de cabeça) e fita adesiva para fixar a cabeça à prancha rígida, garantindo que o paciente não consiga mover a cabeça ou o pescoço.
A imobilização cervical só pode ser removida com segurança após a exclusão de lesão da coluna cervical por exame clínico e, se necessário, exames de imagem (radiografias, tomografia computadorizada), seguindo os critérios de NEXUS ou Canadian C-Spine Rule.
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