Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
Com relação à fisiopatologia e às manifestações clínicas do trauma raquimedular, assinale a alternativa CORRETA:
Anormalidades de postura e tônus muscular são sinais importantes de lesão medular, indicando disfunção neurológica.
A lesão primária do trauma raquimedular é o dano direto aos tecidos nervosos, enquanto a lesão secundária envolve eventos bioquímicos e celulares progressivos. Anormalidades de postura e tônus são manifestações clínicas diretas da disfunção neurológica causada pela lesão.
O trauma raquimedular (TRM) é uma condição devastadora que resulta em danos à medula espinhal, levando a déficits neurológicos permanentes. A compreensão de sua fisiopatologia e manifestações clínicas é fundamental para o manejo agudo e a reabilitação. O TRM pode ser causado por acidentes automobilísticos, quedas, atos de violência e lesões esportivas, sendo uma das principais causas de incapacidade grave em jovens adultos. A fisiopatologia do TRM é dividida em lesão primária e secundária. A lesão primária é o dano mecânico direto à medula espinhal no momento do trauma, como compressão, contusão ou transecção. A lesão secundária é uma cascata de eventos bioquímicos e celulares que se desenvolvem horas a dias após o trauma inicial, incluindo isquemia, edema, inflamação, excitotoxicidade e apoptose, que podem expandir a área de dano neurológico. As manifestações clínicas variam conforme o nível e a gravidade da lesão, incluindo déficits motores e sensitivos, disfunção autonômica e alterações de tônus e reflexos. O manejo inicial do TRM foca na estabilização da coluna vertebral, manutenção da via aérea, respiração e circulação, e prevenção da lesão secundária. O tratamento inclui imobilização, controle da pressão arterial e oxigenação, e, em alguns casos, cirurgia para descompressão. A reabilitação é um componente crítico e contínuo, visando maximizar a função e a qualidade de vida do paciente. O prognóstico depende da extensão da lesão e da rapidez e eficácia do tratamento.
A lesão primária é o dano mecânico inicial à medula espinhal, enquanto a lesão secundária é uma cascata de eventos bioquímicos e celulares (isquemia, inflamação, edema) que ocorrem após a lesão inicial e podem expandir a área de dano.
Sinais de alerta incluem dor na coluna, déficits neurológicos (fraqueza, parestesia, paralisia), alterações de sensibilidade, anormalidades de tônus ou postura, e disfunção autonômica (choque neurogênico).
Choque neurogênico é uma forma de choque distributivo que ocorre em lesões medulares acima de T6, resultando em perda do tônus simpático. Manifesta-se por hipotensão, bradicardia e vasodilatação periférica, levando à pele quente e seca.
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