Trauma Raquimedular: Fisiopatologia e Sinais Clínicos

Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022

Enunciado

Com relação à fisiopatologia e às manifestações clínicas do trauma raquimedular, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A lesão secundaria pode resultar de transecção direta por lesões penetrantes ou fragmentos ósseos deslocados em decorrência de uma fratura ou subluxação.
  2. B) Anormalidades de postura ou tônus muscular podem ser uma prova da presença de lesão medular.
  3. C) Pacientes com lesões medulares baixas podem apresentar alterações nos sinais vitais, que provocam interrupção de estímulos autonômicos para o coração e a vasculatura.
  4. D) Lesões graves na medula espinhal são geralmente associadas com hipertonia e hiperreflexia iniciais.

Pérola Clínica

Anormalidades de postura e tônus muscular são sinais importantes de lesão medular, indicando disfunção neurológica.

Resumo-Chave

A lesão primária do trauma raquimedular é o dano direto aos tecidos nervosos, enquanto a lesão secundária envolve eventos bioquímicos e celulares progressivos. Anormalidades de postura e tônus são manifestações clínicas diretas da disfunção neurológica causada pela lesão.

Contexto Educacional

O trauma raquimedular (TRM) é uma condição devastadora que resulta em danos à medula espinhal, levando a déficits neurológicos permanentes. A compreensão de sua fisiopatologia e manifestações clínicas é fundamental para o manejo agudo e a reabilitação. O TRM pode ser causado por acidentes automobilísticos, quedas, atos de violência e lesões esportivas, sendo uma das principais causas de incapacidade grave em jovens adultos. A fisiopatologia do TRM é dividida em lesão primária e secundária. A lesão primária é o dano mecânico direto à medula espinhal no momento do trauma, como compressão, contusão ou transecção. A lesão secundária é uma cascata de eventos bioquímicos e celulares que se desenvolvem horas a dias após o trauma inicial, incluindo isquemia, edema, inflamação, excitotoxicidade e apoptose, que podem expandir a área de dano neurológico. As manifestações clínicas variam conforme o nível e a gravidade da lesão, incluindo déficits motores e sensitivos, disfunção autonômica e alterações de tônus e reflexos. O manejo inicial do TRM foca na estabilização da coluna vertebral, manutenção da via aérea, respiração e circulação, e prevenção da lesão secundária. O tratamento inclui imobilização, controle da pressão arterial e oxigenação, e, em alguns casos, cirurgia para descompressão. A reabilitação é um componente crítico e contínuo, visando maximizar a função e a qualidade de vida do paciente. O prognóstico depende da extensão da lesão e da rapidez e eficácia do tratamento.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre lesão medular primária e secundária?

A lesão primária é o dano mecânico inicial à medula espinhal, enquanto a lesão secundária é uma cascata de eventos bioquímicos e celulares (isquemia, inflamação, edema) que ocorrem após a lesão inicial e podem expandir a área de dano.

Quais são os sinais de alerta para lesão medular em um paciente traumatizado?

Sinais de alerta incluem dor na coluna, déficits neurológicos (fraqueza, parestesia, paralisia), alterações de sensibilidade, anormalidades de tônus ou postura, e disfunção autonômica (choque neurogênico).

O que é choque neurogênico e como ele se manifesta?

Choque neurogênico é uma forma de choque distributivo que ocorre em lesões medulares acima de T6, resultando em perda do tônus simpático. Manifesta-se por hipotensão, bradicardia e vasodilatação periférica, levando à pele quente e seca.

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