HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2023
Vítima de colisão de moto versus automóvel, um rapaz de 22 anos foi projetado contra um poste. Deu entrada na sala de emergência com fratura de bacia e laceração perineal extensa, acometendo inclusive a borda anal. Pulso: 112 bpm, PAS: 86 mmHg, SatO₂: 100%, com máscara de O₂. Glasgow: 14. Nesse caso,
Trauma pelviperineal complexo com choque hemorrágico exige controle imediato de sangramento e contaminação em centro cirúrgico.
Pacientes com trauma pelviperineal extenso e sinais de choque hipovolêmico (PAS 86 mmHg, FC 112 bpm) necessitam de intervenção cirúrgica imediata para controle do sangramento e prevenção de infecção. A estabilização da pelve é importante, mas o controle do sangramento e da contaminação são as prioridades nesse cenário de instabilidade hemodinâmica.
O trauma pelviperineal complexo é uma lesão grave que resulta de forças de alta energia, como colisões de veículos ou quedas de altura, e frequentemente associa fraturas pélvicas com lesões de tecidos moles do períneo, uretra, reto e vasos sanguíneos. A apresentação clínica pode variar, mas a instabilidade hemodinâmica, como observada no caso (PAS 86 mmHg, FC 112 bpm), é um sinal de choque hipovolêmico e indica sangramento significativo, que pode ser de origem pélvica (fraturas) ou de lesões vasculares associadas. A laceração perineal extensa, especialmente com acometimento da borda anal, adiciona o risco de contaminação fecal e infecção grave. A fisiopatologia do choque hipovolêmico em trauma pélvico está relacionada à grande vascularização da região e à capacidade da pelve de acumular grandes volumes de sangue. Fraturas pélvicas instáveis, como as em "livro aberto", podem causar sangramento arterial e venoso maciço. O diagnóstico inicial é clínico, baseado nos sinais vitais, exame físico e mecanismo do trauma. A avaliação rápida da via aérea, respiração e circulação (ABCDE do trauma) é crucial. A presença de laceração perineal e sangramento ativo exige atenção imediata para controle da hemorragia e prevenção de contaminação. O manejo de um trauma pelviperineal complexo com choque é uma emergência cirúrgica. As prioridades incluem o controle imediato do sangramento e da contaminação. Isso geralmente envolve a estabilização da pelve (com lençol ou fixador externo), reposição volêmica agressiva (cristaloides e hemoderivados), e, crucialmente, a exploração cirúrgica em centro cirúrgico para identificar e controlar fontes de sangramento, desbridar tecidos desvitalizados, reparar lesões de vísceras (reto, uretra) e realizar colostomia de proteção se necessário. A manutenção da pressão arterial sistólica acima de 110 mmHg não é a prioridade inicial em um paciente em choque hemorrágico sem sinais claros de lesão cerebral traumática grave, onde a hipotensão permissiva pode ser considerada até o controle do sangramento.
Sinais de alerta incluem instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia), lacerações extensas no períneo ou reto, sangramento ativo, fraturas pélvicas instáveis, hematoma perineal ou escrotal em expansão, e alterações neurológicas que podem indicar lesão associada.
A laceração perineal extensa com acometimento anal indica um trauma de alta energia e um alto risco de contaminação fecal, o que pode levar a infecções graves e sepse. Isso exige controle cirúrgico imediato para desbridamento, reparo e prevenção de infecção.
Em um trauma pelviperineal complexo com choque, o controle cirúrgico é prioritário porque o sangramento pode ser maciço e de difícil contenção externa, e a contaminação por lesões de vísceras ocas (como o reto) pode levar rapidamente à sepse. A intervenção cirúrgica permite o controle direto da hemorragia e a limpeza da área contaminada.
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