Trauma Pélvico Instável: Conduta no Choque Hemorrágico

USP/HCRP - Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2018

Enunciado

Homem, 30 anos, vítima de atropelamento. Trazido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), chega à sala de trauma de um hospital de referência 25 minutos após o evento, com colar cervical em prancha longa e com via aérea definitiva estabelecida, além da bacia imobilizada com estabilizador pélvico. O médico da Unidade Avançada do Samu descreveu uma disjunção da sínfise pública e instabilidade rotacional da bacia ao examinar o doente. Durante o atendimento pré-hospitalar e transporte recebeu 1 litro de solução cristaloide.Exame físico: saturação de O₂ de 95%, frequência respiratória de 16 ipm, frequência cardíaca de 130 bpm, pressão arterial de 85 x 50 mmHg, Escala de Coma de Gasgow de 3. Foi realizado Ultrassom que evidenciou líquido livre na cavidade abdominal. Acionado protocolo de transfusão maciça e após o início da segunda bolsa de sangue apresentava frequência cardíaca de 100 bpm, pressão arterial de 110 x 80 mmHg. Encaminhado à tomografia de corpo todo sem membros que evidenciou blush pélvico, líquido livre na cavidade abdominal além de lesão hepática grau II. Qual a melhor conduta?

Alternativas

  1. A) Empacotamento pélvico intra-peritoneal e fixação externa da bacia, seguida de arteriografia para embolização da bacia
  2. B) Laparotomia exploradora, empacotamento do fígado, seguida de fixação externa da bacia e empacotamento extra-peritoneal pélvico
  3. C) Leparotomia exploradora, empacotamento do fígado e da bacia intra-peritoneal, seguida de fixação externa da bacia
  4. D) Arteriografia para embolização de sangramento pélvico, seguida de fixação externa de bacia e empacotamento extra-peritoneal pélvico

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