Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021
Um homem de 26 anos de idade, vítima de acidente motociclístico, foi levado ao pronto-socorro, estando torporoso, com a pele fria, com sudorese, e hipotenso. A sua avaliação radiológica inicial evidenciou fratura do anel pélvico, com alargamento da sínfise pubiana maior que 3 cm. Foi realizado, então, lavado peritonial diagnóstico, com incisão supraumbilical, que foi positiva.Nesse caso clínico, entre as opções a seguir, a melhor conduta é
Trauma pélvico instável + LPD positivo → estabilizar pelve (controle sangramento) ANTES da laparotomia (sangramento intra-abdominal).
Em um paciente politraumatizado com choque hipovolêmico, fratura de anel pélvico instável e lavado peritoneal diagnóstico positivo, a prioridade é controlar as fontes de sangramento. A estabilização do anel pélvico é crucial para reduzir o volume do espaço pélvico e tamponar o sangramento venoso, melhorando a hemodinâmica antes de abordar o sangramento intra-abdominal com laparotomia.
O trauma pélvico é uma lesão grave frequentemente associada a acidentes de alta energia, como colisões de veículos e quedas de altura. Fraturas instáveis do anel pélvico, especialmente com alargamento da sínfise pubiana maior que 2,5 cm, são indicativas de lesão ligamentar significativa e estão associadas a alto risco de hemorragia maciça e choque hipovolêmico, devido à rica vascularização da região pélvica. A mortalidade pode ser elevada, tornando o manejo rápido e eficaz crucial. A fisiopatologia do choque hipovolêmico em trauma pélvico instável decorre do sangramento de vasos venosos e arteriais, que podem se acumular no grande espaço retroperitoneal da pelve. O lavado peritoneal diagnóstico (LPD) positivo indica sangramento intra-abdominal, sugerindo lesão de órgãos sólidos ou mesentério. A avaliação inicial segue o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), com foco na via aérea, respiração, circulação (ABCDE). A hipotensão, pele fria, sudorese e torpor são sinais de choque. A conduta nesse cenário exige uma abordagem sequencial e prioritária. Primeiramente, a estabilização do anel pélvico (com lençol, cinta pélvica ou fixador externo) é essencial para reduzir o volume do espaço pélvico e tamponar o sangramento, melhorando a hemodinâmica. Somente após essa estabilização, e com o LPD positivo confirmando sangramento intra-abdominal, deve-se proceder à laparotomia exploradora para identificar e controlar a fonte do sangramento visceral. A transfusão sanguínea e a monitorização hemodinâmica rigorosa são concomitantes a essas intervenções.
A estabilização do anel pélvico é prioritária porque ajuda a reduzir o volume do espaço pélvico, tamponando o sangramento venoso e arterial de pequenos vasos, e diminuindo a perda sanguínea, o que é crucial para reverter o choque hipovolêmico.
Um LPD positivo indica a presença de sangramento intra-abdominal significativo, que geralmente requer laparotomia exploradora para identificar e controlar a fonte do sangramento.
As opções incluem o uso de lençóis, cintas pélvicas comerciais ou fixadores externos. O objetivo é comprimir a pelve para reduzir o volume e estabilizar a fratura.
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