HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2024
Paciente de 35 anos, vítima de acidente com veículo automotor. No serviço de emergência está instável, com pressão arterial sistólica de 60 mmHg; FC: 140 bpm. FAST negativo. Realizada uma radiografia de pelve mostrada a seguir. Colocada uma cinta pélvica, sem melhora hemodinâmica. Iniciado protocolo de transfusão maciça. Próximo passo a ser dado, dentre as opções abaixo, deverá ser:
Trauma pélvico instável + choque refratário + FAST negativo → Tamponamento pré-peritoneal ou fixação externa (se não feita) antes de arteriografia.
Em paciente com trauma pélvico instável e choque hemorrágico refratário à ressuscitação inicial e aplicação de cinta pélvica, e com FAST negativo (excluindo sangramento intra-abdominal significativo), a principal fonte de sangramento é retroperitoneal. O tamponamento pré-peritoneal é uma medida de controle de danos para conter o sangramento venoso e ósseo.
O trauma pélvico é uma lesão grave que pode levar a choque hemorrágico e alta mortalidade, especialmente quando associado à instabilidade hemodinâmica. A pelve é uma estrutura vascularizada, e fraturas complexas podem resultar em sangramento significativo de veias, artérias e do próprio leito ósseo. A avaliação inicial segue o protocolo ATLS, focando na estabilização da via aérea, respiração e circulação. Em pacientes com trauma pélvico e instabilidade hemodinâmica, a prioridade é o controle do sangramento. A aplicação de uma cinta pélvica ou fixador externo é uma medida inicial crucial para reduzir o volume do anel pélvico e tamponar o sangramento. Se o paciente permanece instável após essas medidas e ressuscitação volêmica (incluindo transfusão maciça), e o FAST é negativo, a fonte do sangramento é provavelmente retroperitoneal e não intra-abdominal. Nesse cenário, o tamponamento pré-peritoneal é uma técnica de controle de danos que pode ser realizada rapidamente para comprimir o sangramento venoso e ósseo. A arteriografia com embolização é reservada para sangramentos arteriais persistentes ou após falha das medidas de controle de danos. A laparotomia exploradora é indicada se houver suspeita de lesão intra-abdominal significativa ou sangramento não controlado por outras vias.
O FAST negativo em um paciente instável com trauma pélvico sugere que a principal fonte de sangramento não é intra-abdominal, mas sim retroperitoneal, geralmente de origem venosa ou óssea da fratura pélvica.
O tamponamento pré-peritoneal é uma técnica de controle de danos que visa comprimir os vasos retroperitoneais e o leito ósseo sangrante, controlando o sangramento venoso e ósseo que é a causa mais comum de instabilidade em fraturas pélvicas.
A arteriografia com embolização é indicada quando há suspeita de sangramento arterial ativo (geralmente após falha de medidas de controle de danos como fixação externa e tamponamento) ou em pacientes que permanecem instáveis apesar das outras intervenções.
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