HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2022
Uma garota de 19 anos é atendida no pronto-socorro cirúrgico por colisão moto × auto. A: via aérea pérvia; B: murmúrio vesicular presente e normal bilateralmente; C: PA: 100 × 70 mmHg; pulso: 105 bpm, pelve estável, mas dolorosa à palpação, toque retal sem alterações, abdômen indolor, sonda vesical com hematúria discreta; D: Glasgow 15, pupilas isofotorreagentes; E: sinais de fratura fechada de tíbia esquerda, com pulso distal preservado. Realizada tomografia de corpo inteiro: achado trauma renal esquerdo, grau 2, e a alteração na pelve ilustrada a seguir (a primeira imagem é sem contraste, a segunda mostra a fase arterial).Qual é a intervenção mais apropriada neste contexto?
Trauma pélvico com instabilidade hemodinâmica e sangramento arterial ativo → embolização arterial pélvica.
Pacientes com trauma pélvico e instabilidade hemodinâmica, especialmente com sinais de sangramento ativo (como hematúria e dor à palpação), devem ter a hemorragia controlada rapidamente. A embolização arterial é a conduta de escolha para sangramentos arteriais pélvicos, que são mais letais.
O trauma pélvico é uma lesão grave frequentemente associada a alta morbimortalidade, principalmente devido à hemorragia. A instabilidade hemodinâmica em um paciente com fratura pélvica deve levantar a suspeita de sangramento significativo, que pode ser venoso (mais comum) ou arterial (menos comum, mas mais letal). A avaliação inicial deve seguir o protocolo ATLS, com controle da via aérea, respiração e circulação. A presença de hematúria discreta e dor à palpação pélvica, juntamente com a instabilidade hemodinâmica (PA 100x70, pulso 105 bpm), sugere sangramento ativo. A tomografia de corpo inteiro confirmando trauma renal grau 2 e alteração pélvica reforça a necessidade de intervenção para controle da hemorragia. Em casos de instabilidade hemodinâmica persistente e suspeita de sangramento arterial pélvico, a embolização arterial pélvica é a intervenção mais apropriada e eficaz para controlar a hemorragia. A fixação externa da bacia pode ser útil para estabilizar a fratura e reduzir o sangramento venoso, mas não é a primeira escolha para sangramento arterial ativo, que exige controle angiográfico rápido.
A principal causa de instabilidade hemodinâmica em fraturas pélvicas é a hemorragia, que pode ser de origem venosa (mais comum, mas geralmente controlável com estabilização mecânica) ou arterial (menos comum, mas responsável pela maioria das mortes por exanguinação).
A embolização arterial pélvica é indicada em pacientes com instabilidade hemodinâmica persistente após ressuscitação inicial e evidência de sangramento arterial ativo na pelve, geralmente identificada por angiotomografia ou arteriografia. É a intervenção de escolha para controlar sangramentos arteriais.
A fixação externa da bacia ajuda a estabilizar a fratura, reduzir o volume pélvico e, consequentemente, diminuir o sangramento venoso e a dor. No entanto, não é a primeira linha de tratamento para sangramento arterial grave, que requer controle angiográfico.
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