HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2017
Quanto à avaliação da estabilidade pélvica no paciente traumatizado, aponte a alternativa INCORRETA:
Manipulação repetida da pelve fraturada é CONTRAINDICADA devido ao risco de agravar hemorragia.
A manipulação da pelve em um paciente traumatizado com suspeita de fratura instável deve ser realizada com extrema cautela e apenas uma vez, se necessário, para evitar o deslocamento de coágulos e o agravamento de sangramentos retroperitoneais, que podem ser maciços e fatais.
O trauma pélvico é uma lesão grave que pode estar associada a alta morbidade e mortalidade, principalmente devido à hemorragia maciça. A pelve é uma estrutura vascularizada, e fraturas instáveis podem romper vasos sanguíneos importantes, levando a sangramentos retroperitoneais significativos. A avaliação da estabilidade pélvica é um componente crítico da avaliação primária no paciente traumatizado, seguindo os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support). A hipotensão inexplicável em um paciente traumatizado deve sempre levantar a suspeita de uma fratura pélvica grave com instabilidade, especialmente se houver lesão do complexo posterior dos ligamentos, que é crucial para a estabilidade do anel pélvico. No exame físico, achados como discrepância no comprimento dos membros, deformidade rotacional de uma perna sem fratura óbvia e dor à palpação da pelve são sugestivos de instabilidade. É fundamental que a manipulação da pelve para testar a instabilidade seja realizada com extrema cautela e APENAS UMA VEZ. A manipulação repetida pode desestabilizar coágulos formados e agravar a hemorragia, transformando um sangramento controlável em uma situação de choque refratário. Uma vez suspeita ou confirmada a instabilidade, a pelve deve ser estabilizada com um cinto pélvico ou lençol, e o paciente deve ser rapidamente encaminhado para medidas de controle de danos, como embolização arterial ou fixação externa.
Sinais incluem hipotensão inexplicável, dor à palpação ou manipulação da pelve, discrepância no comprimento dos membros inferiores, deformidade rotacional da perna sem fratura óbvia, e sangramento perineal ou retal.
A manipulação excessiva ou repetida da pelve pode desalojar coágulos sanguíneos e agravar a hemorragia retroperitoneal, que é uma das principais causas de mortalidade em fraturas pélvicas instáveis.
A conduta inicial inclui a aplicação de um cinto pélvico ou lençol para compressão externa, visando reduzir o volume do anel pélvico e tamponar o sangramento, além de ressuscitação volêmica e controle da hemorragia.
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