Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2019
Um paciente foi levado ao serviço de emergência após ter sofrido acidente automóvel versus poste. Na admissão, apresentava dor à palpação de sínfise púbica, sínfise púbica aberta, crepitação à mobilização da pelve, uretrorragia, pressão arterial de 90 x 70 mmHg e frequência cardíaca de 120 batimentos por minuto. A respeito desse caso hipotético, assinale a alternativa correta.
Trauma pélvico com instabilidade hemodinâmica → imobilização pélvica com lençol para controle de sangramento.
Pacientes com trauma pélvico e instabilidade hemodinâmica (PA baixa, FC alta) devem ter a pelve imobilizada imediatamente com um lençol ou cinto pélvico. Essa medida visa reduzir o volume pélvico, estabilizar a fratura e tamponar o sangramento, que pode ser maciço e fatal, muitas vezes de origem venosa ou óssea.
O trauma pélvico é uma lesão grave frequentemente associada a acidentes de alta energia, como colisões automobilísticas. A principal preocupação no trauma pélvico é a hemorragia maciça, que pode levar a choque hipovolêmico e morte. A pelve é uma estrutura ricamente vascularizada, e fraturas instáveis podem romper vasos sanguíneos e plexos venosos, resultando em perdas sanguíneas significativas no espaço retroperitoneal. Na admissão, a avaliação inicial segue o protocolo ATLS (Advanced Trauma Life Support), com foco na estabilização hemodinâmica. Sinais como dor à palpação da sínfise púbica, crepitação, sínfise púbica aberta e uretrorragia são indicativos de fratura pélvica. A instabilidade hemodinâmica (hipotensão e taquicardia) em um paciente com trauma pélvico é um sinal de alerta para sangramento ativo e exige intervenção imediata. A conduta inicial para fraturas pélvicas instáveis com instabilidade hemodinâmica inclui a imobilização da pelve com um lençol ou cinto pélvico. Essa medida visa reduzir o volume do anel pélvico, estabilizar a fratura e promover o tamponamento do sangramento. Além disso, a ressuscitação volêmica com cristaloides e hemoderivados, e a busca ativa por outras fontes de sangramento (FAST, lavagem peritoneal diagnóstica) são essenciais. A arteriografia com embolização pode ser necessária para controlar sangramentos arteriais, enquanto a fixação externa ou interna pode ser indicada para estabilização definitiva da fratura após o controle da hemorragia.
Sinais incluem dor à palpação da sínfise púbica, crepitação ou mobilidade anormal da pelve, sínfise púbica aberta, uretrorragia, e instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia) que sugere sangramento significativo.
A imobilização pélvica com lençol ou cinto pélvico reduz o volume do anel pélvico, estabiliza as fraturas e ajuda a tamponar o sangramento, que pode ser venoso ou de superfícies ósseas, e é uma causa comum de choque hipovolêmico no trauma pélvico.
O ultrassom FAST (Focused Assessment with Sonography for Trauma) é útil para detectar líquido livre na cavidade abdominal, indicando sangramento intra-abdominal. Embora não avalie diretamente o sangramento retroperitoneal da pelve, é uma ferramenta rápida para identificar outras fontes de hemorragia em pacientes politraumatizados.
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