HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2019
Sobre o trauma pélvico, é incorreto afirmar:
Sangramento em fraturas pélvicas graves é predominantemente venoso (80-90%), não arterial.
Em fraturas pélvicas graves, a principal causa de sangramento é a ruptura de plexos venosos e do osso esponjoso, respondendo por 80-90% dos casos. O sangramento arterial, embora menos comum (10-20%), é mais difícil de controlar e frequentemente requer angioembolização. A estabilização mecânica da pelve é crucial para controlar o sangramento venoso e ósseo.
O trauma pélvico é uma lesão grave frequentemente associada a acidentes de alta energia, com alta morbimortalidade devido ao potencial de sangramento maciço e lesões associadas. A compreensão dos mecanismos de lesão é fundamental: a compressão lateral é comum, mas as fraturas por compressão anteroposterior (tipo 'livro aberto') e cisalhamento vertical são as mais instáveis e associadas a sangramentos volumosos, pois rompem o anel pélvico e os ligamentos. O sangramento em fraturas pélvicas é uma das principais causas de morte. É crucial entender que a maior parte desse sangramento (80-90%) é de origem venosa, proveniente dos plexos venosos retroperitoneais e do osso esponjoso fraturado. O sangramento arterial, embora menos comum (10-20%), é mais difícil de controlar e mais rapidamente fatal. A estabilização mecânica da pelve (com cintos pélvicos ou fixadores externos) é a primeira medida para controlar o sangramento venoso e ósseo, reduzindo o volume da pelve e tamponando os vasos. A angioembolização é uma técnica eficaz para controlar o sangramento arterial persistente, sendo considerada em pacientes com instabilidade hemodinâmica refratária à ressuscitação e estabilização mecânica, ou quando há evidência de extravasamento de contraste na tomografia. Residentes devem dominar o algoritmo de manejo do trauma pélvico, que inclui ressuscitação volêmica, estabilização pélvica, e a consideração de angioembolização ou cirurgia para controle definitivo do sangramento, sempre priorizando a estabilização hemodinâmica do paciente.
O mecanismo mais comum é a compressão lateral, que geralmente resulta em fraturas estáveis ou minimamente deslocadas. Embora possa haver sangramento, ele tende a ser menos volumoso do que em fraturas por compressão anteroposterior ou cisalhamento vertical, que causam maior instabilidade e potencial hemorrágico.
A principal origem do sangramento em fraturas pélvicas graves é venosa, devido à ruptura dos plexos venosos retroperitoneais e do osso esponjoso fraturado, responsável por 80-90% dos casos. O sangramento arterial, embora menos frequente (10-20%), é mais grave e difícil de controlar.
A angioembolização é indicada em pacientes com instabilidade hemodinâmica persistente após ressuscitação volêmica e estabilização mecânica da pelve, especialmente quando há evidência de sangramento arterial ativo em exames de imagem (como a tomografia com contraste) ou quando há suspeita clínica de lesão arterial.
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