SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2024
Homem, 20 anos de idade, é trazido pelo SAMU ao Pronto-Socorro, vítima de queda de cerca de cinco metros há uma hora. Paciente dá entrada com colar cervical e prancha rígida, referindo dor em região pélvica. No exame inicial,A. via aérea pérvia, SatO2: 88% com cateter de O2 15L/min; B. murmúrios vesiculares bem distribuídos e sem ruídos adventícios, FR: 28ipm; C. bulhas rítmicas e normofonéticas, FC: 132bpm, PA: 82x52mmHg, abdome indolor, pelve com movimentação da sínfise púbica à palpação e toque retal sem alterações; D. escala de coma de Glasgow=13, pupilas isocóricas e fotorreagentes; E. presença de equimose em períneo e sangue em meato uretral. Realizado FAST: sem líquido livre em cavidade abdominal. Radiografias série trauma evidenciaram fratura no púbis bilateral e disjunção sacroilíaca direita.Após a reanimação inicial, o paciente manteve o mesmo padrão hemodinâmico. Identifique a conduta imediata a ser realizada:
Trauma pélvico instável + choque hemorrágico → fixação externa da pelve e tamponamento extraperitoneal.
Fraturas pélvicas instáveis, especialmente com disjunção sacroilíaca e fraturas bilaterais do púbis, podem causar sangramento retroperitoneal maciço e choque hemorrágico. A fixação externa da pelve e o tamponamento extraperitoneal são medidas cruciais para estabilizar o anel pélvico e controlar a hemorragia.
O trauma pélvico é uma lesão grave que pode levar a sangramento maciço e choque hemorrágico, com alta morbimortalidade. Fraturas pélvicas instáveis, como as que envolvem o púbis bilateralmente e a disjunção sacroilíaca, são particularmente preocupantes devido ao grande espaço retroperitoneal que pode acumular litros de sangue. A avaliação inicial segue o protocolo ATLS, focando na estabilização hemodinâmica. A suspeita de trauma pélvico instável surge com dor, deformidade, equimose perineal, sangramento uretral e hipotensão persistente. O diagnóstico é confirmado por radiografias da pelve. O FAST negativo indica ausência de líquido livre na cavidade abdominal, direcionando a atenção para o retroperitônio como fonte do sangramento. A conduta imediata em pacientes com choque hemorrágico e fratura pélvica instável é a estabilização do anel pélvico, seja por um lençol ou fixador externo, para reduzir o volume do espaço pélvico e o sangramento. O tamponamento cirúrgico extraperitoneal é uma técnica eficaz para controlar a hemorragia retroperitoneal. A angiografia com embolização pode ser considerada se o sangramento persistir após essas medidas.
Sinais de instabilidade pélvica incluem dor intensa à palpação, movimentação da sínfise púbica, equimose em períneo, sangramento em meato uretral, e achados radiográficos como fraturas bilaterais do púbis ou disjunção sacroilíaca.
A conduta inicial envolve a estabilização do anel pélvico com um lençol ou fixador pélvico externo, seguido por tamponamento cirúrgico extraperitoneal ou embolização angiográfica para controlar o sangramento retroperitoneal.
A laparotomia exploradora é menos eficaz para controlar o sangramento retroperitoneal de origem venosa ou óssea, que é a principal causa de choque em fraturas pélvicas. Ela pode até piorar o sangramento ao remover o tamponamento natural do hematoma.
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