INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2021
Um homem com 38 anos de idade, aguardando em ponto de ônibus, foi atropelado por motorista de veículo desgovernado e prensado contra a parede. Atendido em pronto-socorro de hospital terciário, referia muita dor na pelve, apresentava escoriações e contusões no hipogástrio e membros inferiores, sem sinais de trauma torácico ou craniano. Apresentava instabilidade do anel pélvico à palpação, pressão arterial = 80 x 40 mmHg, frequência cardíaca = 124 batimentos por minuto, 24 incursões respiratórias por minuto, tempo de enchimento capilar maior que 2 segundos e saturação de oxigênio = 97%. Com base nos dados apresentados, qual deve ser o manejo inicial da vítima em relação ao quadro de choque?
Trauma pélvico instável + choque → Estabilização pélvica + hemocomponentes precoce.
Paciente com trauma pélvico instável e sinais de choque hipovolêmico (PA baixa, FC alta, TPC > 2s) necessita de manejo agressivo e rápido. A estabilização externa da pelve com cinta ou lençol é crucial para reduzir o volume do anel pélvico e conter o sangramento retroperitoneal. A infusão precoce de hemocomponentes é vital para reverter o choque hemorrágico.
O trauma pélvico é uma lesão de alta energia, frequentemente associada a acidentes automobilísticos ou quedas de altura, e pode ser fatal devido à hemorragia maciça. A pelve é uma estrutura vascularizada, e sua fratura instável pode levar a sangramento retroperitoneal volumoso, resultando em choque hipovolêmico. A avaliação inicial segue os princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support), com foco na estabilização da via aérea, respiração e circulação. No cenário de trauma pélvico instável com choque (hipotensão, taquicardia, tempo de enchimento capilar prolongado), o manejo inicial deve ser agressivo e focado no controle do sangramento. A estabilização externa da pelve, utilizando uma cinta pélvica comercial ou um lençol amarrado firmemente ao redor dos trocânteres maiores, é uma medida de controle de danos que visa reduzir o volume do anel pélvico e tamponar o sangramento. Simultaneamente à estabilização pélvica, a ressuscitação volêmica deve ser iniciada com infusão precoce de hemocomponentes (protocolo de transfusão maciça, se disponível), pois a hemorragia é a principal causa de choque nesses casos. A infusão excessiva de cristaloides pode diluir os fatores de coagulação e agravar a coagulopatia. Exames de imagem, como radiografia de pelve, são importantes, mas não devem atrasar as medidas de controle de sangramento e ressuscitação em pacientes instáveis. O tratamento operatório ou embolização arterial pode ser necessário após a estabilização inicial.
A instabilidade pélvica é sugerida por dor intensa à palpação, crepitação, deformidade visível, discrepância no comprimento dos membros inferiores ou instabilidade hemodinâmica inexplicada. A manobra de compressão pélvica deve ser realizada com cautela e apenas uma vez para evitar agravar o sangramento.
A estabilização externa da pelve (com cinta, lençol ou fixador externo) é fundamental para reduzir o volume do anel pélvico, tamponar o sangramento retroperitoneal e diminuir a perda sanguínea. Isso é uma medida de controle de danos que pode salvar a vida do paciente em choque hemorrágico.
O choque hipovolêmico em trauma pélvico é frequentemente de origem hemorrágica. A infusão precoce de hemocomponentes (concentrado de hemácias, plasma fresco congelado, plaquetas) é essencial para repor o volume sanguíneo perdido, corrigir a coagulopatia e melhorar a oxigenação tecidual, sendo superior à infusão exclusiva de cristaloides.
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