UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2020
Homem, 55 anos, vítima de queda de moto, dá entrada no Hospital de Trauma, com vias aéreas pérvias, ventilando bem. FC 110bpm e PA 100x 60mmHg (após 2000ml de soro ringe lactato) e Glasgow de 14. Refere dor em região hipogástrica. Radiografia do tórax normal e da bacia com fratura dos elementos posteriores da pelve. Sobre este caso, marque a alternativa correta:
Em trauma pélvico com laparotomia, hematoma retroperitoneal pélvico não deve ser explorado, exceto se em expansão.
Em pacientes com trauma pélvico e indicação de laparotomia, o hematoma retroperitoneal pélvico geralmente não deve ser explorado para evitar sangramento maciço incontrolável, a menos que esteja em expansão ativa. O controle do sangramento pélvico é preferencialmente feito por fixação externa ou embolização.
Fraturas de pelve são lesões de alta energia frequentemente associadas a sangramentos significativos, que podem levar a choque hipovolêmico. A instabilidade hemodinâmica em pacientes com fratura de pelve deve levantar a suspeita de sangramento ativo, que pode ser de origem venosa (mais comum) ou arterial. O manejo inicial inclui estabilização da pelve (cinto pélvico, lençol ou fixador externo) e reposição volêmica. A passagem de sonda vesical deve ser cautelosa, após exclusão de lesão uretral, especialmente em homens com fratura de pelve. A avaliação de lesões intra-abdominais associadas é crucial, podendo ser realizada com FAST ou LPD. No entanto, o ponto chave da questão reside no manejo do hematoma pélvico. Se houver indicação clara para laparotomia exploradora por lesões intra-abdominais (ex: sangramento de vísceras), o hematoma retroperitoneal pélvico não deve ser explorado rotineiramente. A abertura do retroperitônio pode liberar o tamponamento e levar a sangramento incontrolável. O controle do sangramento pélvico é preferencialmente realizado por métodos externos (fixação da pelve) ou por embolização arterial se houver suspeita de sangramento arterial. A exploração dos ramos ilíacos na laparotomia para identificar a fonte de sangramento pélvico é geralmente desaconselhada devido ao risco de piorar a hemorragia.
A conduta inicial inclui estabilização da pelve com fixador externo ou lençol, reposição volêmica agressiva e, se persistir a instabilidade, considerar embolização arterial ou cirurgia para controle do sangramento.
A exploração de um hematoma retroperitoneal pélvico estável pode desestabilizar o coágulo e levar a um sangramento maciço e incontrolável, piorando o prognóstico do paciente.
A embolização arterial é indicada para controle de sangramentos arteriais ativos em fraturas de pelve, especialmente quando há instabilidade hemodinâmica persistente após medidas iniciais.
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