UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2020
Sobre o trauma pediátrico, analise as afirmativas abaixo:I. O trauma de crânio é a causa mais comum de óbito após trauma em pacientes pediátricos, devido ao tamanho e peso desta em relação ao corpo. II. Em TCE pediátrico, as crianças costumam apresentar um prognóstico melhor do que adultos com o mesmo grau de lesão e a recuperação pode ser completa mesmo em pacientes com lesões graves. III. O trauma de abdômen é a segunda maior causa de óbito em pacientes com trauma pediátrico, sendo sua principal manifestação o choque hemorrágico por rotura do fígado ou do baço.IV. Em crianças, a parede torácica é mais elástica, diminuindo a chance de lesões como tórax instável e tamponamento cardíaco. V. Traumas de coluna vertebral são infrequentes, fato este que dispensa a imobilização de coluna em crianças. A alternativa que contém todas as afirmativas corretas é
TCE é a principal causa de óbito em trauma pediátrico; abdome é a segunda, com fígado/baço. Parede torácica elástica → lesões internas sem fraturas.
Crianças possuem características anatômicas e fisiológicas distintas que influenciam o padrão e o prognóstico do trauma. O TCE é a principal causa de mortalidade, seguido pelo trauma abdominal, com órgãos sólidos como fígado e baço sendo frequentemente lesados. A maior elasticidade da parede torácica pediátrica pode levar a lesões internas graves sem sinais externos evidentes.
O trauma pediátrico representa uma das principais causas de morbimortalidade em crianças e adolescentes, exigindo uma abordagem específica devido às diferenças anatômicas, fisiológicas e psicológicas em relação aos adultos. A avaliação e o manejo devem ser rápidos e precisos, seguindo os princípios do ATLS adaptados à pediatria. O trauma cranioencefálico (TCE) é a causa mais comum de óbito, impulsionado pela maior proporção da cabeça em relação ao corpo e pela fragilidade óssea. Embora o cérebro pediátrico tenha maior plasticidade, o prognóstico do TCE grave pode ser imprevisível. O trauma abdominal é a segunda causa de óbito, com lesões de órgãos sólidos (fígado e baço) sendo as mais frequentes e com potencial de choque hemorrágico. A parede torácica pediátrica é mais elástica, o que pode levar a lesões pulmonares e cardíacas significativas sem fraturas costais evidentes, tornando o diagnóstico mais desafiador. Lesões de coluna vertebral são menos comuns, mas não devem ser negligenciadas; a imobilização é sempre indicada até a exclusão de lesão, especialmente devido ao risco de SCIWORA (Spinal Cord Injury Without Radiographic Abnormality).
O trauma de crânio é a principal causa de óbito em crianças devido à cabeça ser proporcionalmente maior e mais pesada, além de ter ossos mais finos e maior vascularização, tornando o cérebro mais vulnerável a lesões.
A parede torácica pediátrica é mais elástica e cartilaginosa, o que significa que lesões internas graves (contusão pulmonar, lesão cardíaca) podem ocorrer sem fraturas de costela, dificultando o diagnóstico inicial.
Sim, a imobilização da coluna vertebral é crucial em crianças com trauma significativo até que uma lesão seja excluída, apesar da menor incidência de lesões medulares, devido ao risco de lesão sem evidência radiológica (SCIWORA).
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